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Redes sociais e o novo conceito de felicidade

A personagem Lacie, do episódio ‘’Nosedive’’ de Black Mirror, vive obcecada com o seu status socioeconômico, o qual depende da classificação das pessoas sobre cada interação sua com o mundo. Assim, essa não vive sua própria felicidade mas, sim, uma que a foi imposta. Fora das telas, os indivíduos também têm sidos, cada vez mais, imersos e influenciados por uma dinâmica de vida que estabelece um nível de felicidade, a qual muitos se sentem pressionados a buscarem. Essa que é forçada e forjada é, na maioria das vezes, disseminada através de fotos e frases nas redes sociais na tentativa de maquiar a realidade deprimente que muitos vivem.


Nesse sentido, Lacie faz de tudo para que seu status suba e, assim, consiga sua residência luxuosa. Esse é um dos ideias mais espalhados nas redes sociais, o qual define a felicidade como fruto de bens materiais, desse modo, se contrapondo ao filósofo Aristóteles, o qual afirmava que a felicidade não se encontra nos bens exteriores. Assim, na falta daquilo que o novo conceito de felicidade define, os indivíduos se encontram em situações tristes, podendo, até, desenvolver doenças como a depressão e até levar ao suicídio.


Dessa maneira, no vídeo ‘’What´s on your mind’’, que já teve mais de 3,5 milhões de visualizações, é mostrado uma pessoa que percebe quão medíocre é a sua vida após ver as postagens ‘’felizes’’ de seus amigos no Facebook. A partir de então, este começa a postar a versão ‘’melhorada’’ das coisas que acontecem consigo, mentindo para si mesmo sobre sua realidade. O mesmo acontece com muitos que acessam redes sociais como Facebook, Twitter e Instagram, já que também são expostos a esse tipo de opressão.


Por conseguinte, percebe-se que o conceito de felicidade espalhado nas redes sociais, o qual prioriza o ter em detrimento do ser, é, muitas vezes, forjado e inalcançável. Logo, para que os indivíduos não sejam abalados por tal conceito, a ponto de fantasiarem sua realidade, urge que o Estado realize campanhas que falem sobre a importância da saúde mental nas redes sociais e sobre o real conceito de felicidade: aquilo que te faz feliz. Nesse sentido, é indispensável a criação de correntes humanitárias (nos próprios meios de comunicação) que façam com que as pessoas não se sintam pressionadas a seguir um padrão mas, sim, que busquem e explorem coisas que, de fato, possam faze-las felizes.

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