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Redes sociais e o novo conceito de felicidade

Bauman, em seu livro "Modernidade líquida", afirma que o consumismo a partir da década de 80, não é movido, sobretudo pelo desejo de aparecer, mas pela convicção de que a vida é efêmera e é preciso aproveitar a felicidade momentânea, proporcionada pela aquisição de mercadorias. Todavia, ao observar as redes sociais é notório que as postagens, ainda são motivadas por desejos de ostentação. O qual, os usuários visam expor uma suposta felicidade, constituída principalmente, por bens materiais. Nesse sentido, cabe analisar tal quadro causado pela ordem social vigente.


Convém ressaltar, a princípio, que desde a infância os indivíduos são ensinados que a felicidade é definida pelo poder aquisitivo. Nas redes sociais tal aquisição é propagada, a fim de provar que são felizes e ganhar o consentimento dos internautas, através de "likes" e comentários. Além disso, segundo Laraia a cultura influência a maneira de agir e pensar dos humanos e como o capitalismo expressa questões culturais, acaba condicionando os comportamentos. Já que,  por ser uma ideologia movida pela incessante busca por lucro, consegue veicula nas midias, mercadorias que prometem uma vida mais prazerosa e que por compartilhar essa cultura, os consumidores serão bem aceitos socialmente. Logo,  devido essa organização, é inserido no cognitivo das pessoas que elas precisam, não só terem uma postura consumistas para se sentirem bem, mas tambem ostentar os produtos.


Consequentemente, nas redes sociais o sujeito é bombardeado por postagens, que buscam vangloriar as conquistas, tais como empregos privilegiados, viagens e relacionamentos amorosos invejáveis. Embora, as divulgações do meio virtual dificilmente revelem se os divulgadores são de fato felizes, muitas pessoas sentem-se infelizes e inferiores, porque não conseguiram desfrutar esses momentos. Tal situação, é provocada devido essa ideologia disseminada no âmbito social, que segundo Marx, apresenta a realidade somente de uma classe dominante, no intuito de que os demais indivíduos a validem como verdade. Assim, esses aspectos desfavorecem a autoestima e podem desencadear problemas psicológicos, por exemplo a depressão.


Portanto, medidas são necessárias para atenuar esse impasse. Dessa forma, cabe às mídias, por meio dos recursos tecnológicos, criar em sites e nas redes sociais, campanhas publicitárias que apresente discursos motivadores, relatando experiências felizes, alcançadas nas simples atitudes, como observar o pôr do sol. Além de demonstrar que os momentos prazerosos são diversificados, não se restringido aos bens materiais  e que as publicações do meio virtual nem sempre significa que alguém é feliz. Desse modo, será possível reverter o quadro de que as redes sociais, deva ser um espaço para vangloriar a felicidade, e sim um meio de trocar experiências positivas. 


 

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