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Redes sociais e o novo conceito de felicidade

 Em seu livro Modernidade Líquida, o sociólogo Zygmunt Baüman disserta acerca dos efeitos sociais posteriores a 3 Revolução Industrial, logrados, sobretudo, pelo advento das novas ''modernidades'' , como os meios de interações online. Para o autor, essa conjuntura deixa os sentimentos humanos mais ''líquidos'', isto é, efêmeros. Por conseguinte, hodiernamente, é possível perceber essa teoria se comprovando, uma vez que, ao se traçar um paralelo entre a felicidade no cenário das redes sociais, nota-se um infortúnio, seja pela exposição excessiva da privacidade, seja pela competitividade. Diante disso, é necessário entender o fenômeno para que se possa contorná-lo.


 A priori, é imperioso mencionar que a excessividade do conteúdo privado esteja remodelando o novo conceito de felicidade. Para a escritora Hanna Arendt, uma vida vivida inteiramente em público torna-se líquida. Prova disso ocorreu com o youtuber Whinderson Nunes, que geralmente postava sua vida privada sempre alegre e sorridente, mas, paradoxalmente, este divulgou aos seus seguidores que sofria de depressão. Com isso, é visível que seja necessário um modo de atuar contra esse quadro insalubre que ocorre subliminarmente junto à alegria, mas, na verdade, agi em antítese ao bem-estar.


Por outro lado, mister se faz destacar o sentimento de infelicidade no qual as imagens conseguem desenvolver no público como impulsionador do fenômeno. À vista dessa premissa, recentemente o site do Instagram desativou a opção de ver a quantidade de curtidas que dada foto possui, sob o respaldo de que, dependendo desse número, os visualizadores poderiam desenvolver problemas graves, como de incapacitação, por conta de uma competitividade de curtidas. No Brasil, esse panorama se torna ainda mais grave, visto que, de acordo com o G1, os brasileiros passam diariamente mais de 9 horas conectados nas redes sociais, oque, desse modo, estão mais sucessíveis a essa problemática devido às altas taxas de tempo presente nesse âmbito


Coerente a esses aspectos, é imprescindível uma intervenção governamental para impedir a continuação da dicotomia entre a felicidade e os meios de comunicações online. A fim disso, recaíra sobre o MEC o exercício da criação de palestras ministradas por psicólogos, tanto em locais presenciais quanto em canais fechados de televisões, com o objetivo de exercitar a criticidade da sociedade em relação às novas modernidades para que esta não atue contra os sentimentos humanos e os transforme em efemeridade, como Baüman discorria.

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