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Redes sociais e o novo conceito de felicidade

                                                                                                       Campânula de ilusões
 No livro "Redoma de Vidro", Sylvia Plath apresenta sua realidade banhada pela angústia, na qual ela possui tudo que é tido socialmente como ideal mas mesmo assim não é feliz. Nesse sentido, discute-se as redes sociais e a nova significação de felicidade, regrada pela aparência e não pela essência. Sob esse prisma, infere-se que essa realidade é caracterizada por um desequilíbrio, o qual abrange tanto o olhar ao próximo quanto as máscaras sociais usadas.
  Em primeiro lugar, essa situação sintetiza o fenômeno de se "medir pela visão do outro". Isto é, ao se comparar com os demais usuários da web, passa-se a querer ser melhor que eles, de forma a criar um viver falso para receber curtidas, comentários etc, os quais são, na verdade, reiterações de que se é superior aos outrens. Contudo, isso nunca acaba porque não é possível ter várias pessoas melhores, criando-se um ambiente de competição eterna. Consoante ao filósofo Rousseau, essa falsidade é o mesmo que aparentar ter várias virtudes sem ter nenhuma. Logo, percebe-se que isso cria um esvaziamento do ser na medida em que ele fica condicionado a se reinventar constantemente pra demonstrar uma superioridade inexistente.
   Outrossim, há uma assimetria entre as "personas", as quais, segundo o psicólogo Jung, são vestes sociais usadas em cada ocasião conforme o que é esperado. Ou seja, um comportamento que deve ser utilizado em um só cenário passa a representar toda a vivência da pessoa; o que, de acordo com o mesmo pensador, é uma desarmonia que tende a grandes sofrimentos. Ora, a ação em uma determinada ocasião, como uma festa, não pode ser a mesma em um evento díspar, tal qual o trabalho. Conclui-se que, quando alguém passa a ver as redes como espelho do que está fora delas haverão sofrentes desarranjos em sua vida. 
    Portanto, nota-se que essa nova conceitualização de "aprazimento" é, na verdade, o signo de assimetrias. Por isso, a fim de que tal desequilíbrio seja consertado, o Poder Executivo deve criar uma campanha educativa, por meio de outdoors nas principais cidades, propagandas na mídia e palestras nas escolas, de modo a desenvolver um senso crítico mais apurado na sociedade, de sorte que o indivíduo possa identificar o que reflete a profundidade e o que é só mais um véu social. Assim, essa campânula de ilusões e geradora de dores, consorte à obra aludida, poderá ser enfim desmanchada.

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