ENTRAR NA PLATAFORMA
Reality shows - espelho da sociedade
No século XVI, eram famosas as encenações das obras shakespearianas. Todavia, na atualidade, as apresentações mais atrativas são outras, os chamados reality shows; os quais podem causar alienação e um condicionamento dos seus participantes.
Sob uma primeira análise, pode-se citar o alheamento do racional desses espectadores. Isto é, o pensar, de fato, fica em segundo plano, em face do desejo sensacionalista da massa, que quer apenas ver intrigas, brigas e traições nesses realitys. Tal situação, remonta à Alegoria da Caverna de Platão, que conta a estória de homens presos, que só podem assistir às sombras do mundo verdadeiro, que está acima deles, assim, essas pessoas também só veem um espectro do real, presas a acontecimentos supérfluos.
Além disso, os participantes destes programas adquirem um controle de comportamento, em busca da fama, que só pode ser conquistada agradando ao público. Dessa maneira, esses indivíduos se abstêm de quem são, para criarem personas e perpetuar na TV. Conclui-se, que há uma deturpação nesse tipo de agir, evidenciada, conforme a ética Kantiana, que diz que a ação humana deve ser o próprio fim, e não um meio para se ter algo.
Portanto, para mitigar a problemática, o Ministério da Educação (MEC), precisa promover, desde o ensino fundamental II, aulas quinzenais sobre atualidades nas escolas, ministradas pelos próprios professores, de modo a fazer discussões sobre os temas abordados, com o fim de aguçar o senso crítico, desde a juventude. Outrossim, devem haver palestras, promovidas pelo MEC nos educandários, feitas por psicólogos, com o intuito de fomentar a auto aceitação e a espontaneidade dos alunos. Destarte, as pessoas se livrarão de suas ilusões obnubiladas e, conforme Kant, ter-se-á a ética da finalidade, de sorte que o indivíduo não se torne um personagem, como nas peças de Shakespeare.
Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde