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Reality shows - espelho da sociedade
O romance 1984, do autor inglês George Orwell, narra uma distopia governada por uma figura totalitária chamada de Big Brother (em tradução literal, Grande Irmão) que anos depois do lançamento do livro, tornou-se homônimo de um reality show. Uma das caraterísticas do mundo criado por Orwell
é a vigilância onipresente do cidadão pelo governo, o que o reality Big Brother também tem em comum, por se tratar de estranhos convivendo em uma casa isolada, vigiados 24 horas por câmeras e telespectadores. No entanto, é possível observar reality shows por dois pontos de vistas opostos.
Primeiramente, é importante ressaltar que a exposição da vida humana em forma de entretenimento pode ser danosa. É perigoso para uma sociedade priorizar o hedonismo à integridade dos indivíduos. Como efeito, a vida humana é diminuída e trivializada em função dos lucros e do entretenimento oferecidos por programas como esses. Para ilustrar, o episódio White Bear da série Black Mirror, onde em outra distopia, criminosos cumprem penas como peças de um espetáculo cruel e desumano.
Porém, reality shows também podem ser relevantes e inofensivos para a integridade social. A série Queer Eye, por exemplo, faz transformações em pessoas comuns com a ajuda de um time de profissionais de diversas áreas, sendo esses homens gays. Dessa forma, o show busca fazer boas ações e ao mesmo tempo mais aceitação e tolerância para a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais). Dessa forma, se há consenso do participantes, esses programas podem sim ter um lado positivo.
Reality shows são, portanto, uma forma de entretenimento que constantemente é alvo de debates e discussões. Então, em uma sociedade com liberdade de expressão e de imprensa, cabe somente ao indivíduo ponderar sobre o que assistir ou não. Porém, é responsabilidade de órgãos encarregados de fiscalizar a mídia mediar a relação entre as produções e a sociedade definindo classificações etárias indicativas adequadas ao que é consumido, para que haja alguma recomendação sobre esses programas para a população e, assim, evite-se que conteúdos inapropriados cheguem à jovens e crianças. Reality shows não precisam ser como o pesadelo construído por Orwell, cabe à sociedade fazê-los melhores.
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