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Pressão estética na sociedade atual
Platão, filósofo da Grécia Antiga, foi o primeiro a formular a pergunta: O que é o belo? De acordo com os dicionários, o belo é algo deleitoso, aprazível, que desperta deleite e admiração. Sendo assim, desde os primórdios o homem sentiu necessidade em cuidar de seu corpo. Em virtude disso, a beleza tornou-se algo a ser reproduzido com o intuito de agradar os desejos e prazeres carnais. Contudo, a harmonia estética passou a ser moldada e padronizada, caindo sobre a cabeça das pessoas, especialmente das mulheres, como uma enorme bigorna. O belo passou a ser instrumento de ostentação e status social, disseminando a temida ditadura da beleza.
Padrões são naturais em qualquer tipo de sociedade, pois é uma das formas de socialização coletiva. Porém, deixa de ser algo irrelevante e corriqueiro quando, encaixar-se em determinado parâmetro, leva o indivíduo a renegar seu corpo incessantemente. Nascer bonito para os pais já não é mais suficiente, o foco mesmo é ser como a Angelina Jolie, Barbie e/ou Jennifer Lopez. Segundo a sociedade atual, para a mulher ser considerada bonita ela deve: Ser magra, olhos claros, loira, ter o cabelo liso e longo, ter mais de 1,70 e, claro, não ter celulite, muito menos estrias. Isto é, é essa a imagem vendida nas revistas de moda, nas redes sociais e na TV.
Por conseguinte, o caso da irlandesa de 11 anos, Milly Tuomey, que, em 2016, tirou sua vida logo após mutilar-se e escrever em seu corpo "garotas bonitas não comem", é consequência do que a mídia tem alimentado. Segundo o site Metrópoles. Encaixar-se na caixa estética/opressora tem se tornado cada vez mais alarmante, uma vez que, cria vertentes encaminhando à anorexia, bulimia, vigorexia e todas as outras formas de alcançar o corpo ideal. As imperfeições, que deveriam ser abraçadas juntamente com os belos traços, são desprezadas. De tal forma que, em 2013, foram feitas mais de 23 milhões de cirurgias plásticas no mundo, de acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS)
Nesse sentido, é indubitável que, haja, individualmente, a desconstrução da ideia de corpo ideal, pois esse é praticamente inalcançável. Tal desconstrução precisa vir também da família, que majoritariamente não vê a situação até se agravar. Gestos de carinho e afeto, da família ou amigos próximos, que estimule a pessoa a sentir-se bem com seu corpo, são necessários. Atualizar-se sobre o assunto é vital. Emagrecer deve ser considerado emergência somente por recomendação médica. Faz-se necessário a implantação do tema nas escolas, essencialmente no ensino médio, gerenciadas pelo governo estadual, com palestras de profissionais da saúde, incentivando às vítimas exteriorizarem suas experiências e com isso receberem devido apoio.
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