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Preconceito linguístico

O Brasil é composto pela mistura de credos, raças e estilos musicais, logo é natural que essa miscigenação se estenda ao modo na qual o idioma é falado ao longo do território nacional. Essa junção de sotaques e expressões deveria ser vista pela sociedade como riqueza cultural do país, todavia na prática é ignorada pela ainda existência do preconceito linguístico apresentando-se como um problema a ser resolvido.
Esse preconceito depreende-se da insistência em padronizar e disseminar não só um estilo de vida como sendo o único aceitável e "normal", mas também um conjunto de peculiaridades que caracterizam um povo de determinada região. Utilizam a si mesmo como padrão de normalidade para os demais: tudo aquilo que é diferente, está errado e não pode pertencer ao mesmo círculo social da qual os considerados "adequados" fazem parte.
Essa forma de exclusão é realizada por populações de praticamente todos os locais, principalmente da cidade em relação ao interior, que dentro de suas próprias bolhas culturais esquecem-se da existência de outros costumes além das quais está habituado. Um exemplo rotineiro é o nordestino que vem a São Paulo e carrega consigo um sotaque típico de moradores da região e muitas expressões linguísticas estranhas aos paulistas. Ele será corrigido em algum momento de seu discurso caso use uma palavra desconhecida porque o paulista achará que ele falando errado, uma maneira sutil de forçá-lo a se encaixar junto aos demais.
Este adquire um caráter ainda mais grave quando praticado por profissionais como no caso ocorrido no interior de São Paulo, onde um médico e outras duas funcionárias debocharam de seu paciente pelo modo que ele pronunciou uma doença. Esse profissional é um reflexo de uma sociedade que demonstra com cada vez mais força, que o preconceito linguístico é apenas uma das formas de discriminação que, se não combatidas tendem a se espalhar e impactar na forma na qual as relações sociais são estabelecidas.
Portanto, diante do apresentado é necessário que se inicie um programa de combate ao problema fundamentado em, com ajuda do Ministério da Cultura, disseminar ao longo dos estados as variações do idioma por meio de campanhas publicitárias vinculadas em jornais, internet e TV que deverão demonstrar as diversidades linguísticas com curiosidades sobre os termos mais populares em cada localidade . Além disso com parceria com o MEC desenvolver uma série de programas para utilização dentro das escolas, visando familiarizar crianças e jovens a respeito de costumes das outras regiões. Dessa maneira será possível tornar o Brasil um país verdadeiramente para todos.
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