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Preconceito linguístico

Preconceito linguístico é também preconceito de classes

Existem diversos meios de promover a exclusão social nos dias atuais e, certamente, o preconceito linguístico é um deles. Frequentemente presenciamos indivíduos vitimizados pelo modo como falam, por exemplo, com a utilização de gírias ou sotaques em seus discursos. Entretanto, em que momento esse preconceito linguístico pode se tornar social e como é possível enfrentá-lo?
As gírias, em sua maioria, tiveram origem nos bairros periféricos das grandes cidades do Brasil e, atualmente, estão sendo utilizadas não apenas por essas comunidades mas também por grande parte da população. Palavras como "mano", "mina" ou "demorô" são alguns exemplos desse vasto vocabulário tão presente no nosso cotidiano. Entretanto, muitas pessoas, geralmente de classes sociais bastante elevadas, repudiam de forma discriminatória toda e qualquer gíria, julgando-a como parte de um vocabulário inaceitável por ser oriunda de favelas e bairros periféricos. Por conseguinte, todos os indivíduos que fazem o uso dessas palavras ou a defendem, são considerados pobres, sem estudo ou qualquer outro tipo de conhecimento. Ou seja, são totalmente marginalizados por grande parte da classe alta da população.
O preconceito também pode ser originado de outra forma. É notório o modo como os sotaques de diferentes regiões do país permanecem sendo motivos de deboche. Os nordestinos, por exemplo, são os principais alvos de exclusão, visto que palavras como "sinhô" referindo-se à senhor e "mainha" referindo-se a um típico apelido carinhoso, são consideradas expressões utilizadas por pessoas de baixa escolaridade, nascidas e criadas, segundo adoradores da norma culta, em uma região do brasil totalmente subdesenvolvida. É inaceitável a adoção dessa ideia, já que o modo como nordestinos se expressam em nada se relaciona com o seu nível de escolaridade ou sua classe social. É simplesmente parte da riqueza cultural existente em terras brasileiras e, por isso, deve ser enaltecida e não marginalizada.
Em suma, o preconceito linguistico pode dividir classes, gerar problematizações, como o bullying, e a exclusão de muitas pessoas. Assim, é de extrema importância que as escolas inciem estudos aprofundados sobre esse assunto para os alunos. Disciplinas voltadas ao convívio social poderiam incentivar e encaminhar as crianças para a aceitação das diferentes culturas existentes na sociedade e, mais do que isso, evitar brincadeiras de mau gosto e exclusão entre os próprios alunos. Cabe também ao pais, responsáveis e profissionais em políticas públicas organizarem reuniões semanais nas próprias comunidades, sobre como é possível lutar contra esse tipo de preconceito e, acima de tudo, saber reconhecê-lo para não reproduzi-lo.
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