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Preconceito linguístico

Durante o movimento Modernismo, que ocorreu na metade do século XX, diversas manifestações literárias e artísticas favoreceram a identidade nacional brasileira. A partir disso, variações regionais da língua foram expostas em poemas e livros, quebrando o paradigma de escrita formal na época. No entanto, nos dias atuais, tal fato não se perpetua, uma vez que o preconceito linguístico ainda é evidente em todos os setores da sociedade brasileira. Nesse contexto, a persistência de questões históricas e socioculturais estão fortemente ligadas à problemática vigente. 



     Em primeira análise, é necessário avaliar a discriminação linguística contínua em relação aos espaços brasileiros. Para o sociólogo Pierre Bourdieu, em sua obra ‘Habitus’, toda sociedade possui padrões impostos, naturalizados e reproduzidos por gerações. Análogo a esse fundamento, é notório o preconceito estrutural em função de variantes linguísticas com esteriótipos ditos como inferiores e “atrasados”, como regiões rurais e nordestinas. Consequentemente, a linguagem específica se torna altamente marginalizada, exercendo impactos negativos nos setores públicos e privados de variantes afetados. 



     Além disso, é importante ressaltar como a falta de inserções socioculturais influencia o preconceito linguístico. Segundo a poeta Rupi Kaur, a representatividade é algo vital. A partir disso, é evidente que a presença de variantes linguísticas em contextos midiáticos e educacionais acrescentariam na minimização da discriminação da fala. No entanto, o descaso político-social em introduzir entidades de diversos sotaques e modos da linguagem portuguesa é recorrente no país, aumentando ainda mais a problemática existente. 



     Portanto, é necessário que providências sejam tomadas para evitar o preconceito linguístico no Brasil. O MEC, em parceria com o Ministério da Cidadania, deve nivelar a diferença linguística social existente. Isso deve ocorrer por meio de palestras em escolas e universidades, que atuem evidenciando as diferenças sociológicas de cada variante linguística no país e propaguem os efeitos do preconceito em relação aos indivíduos banalizados, com a finalidade de aumentar o entendimento da população em relação aos impactos da discriminação linguística. Assim, a identidade nacional exposta no Modernismo poderá ser alcançada no país. 

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