O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

Preconceito linguístico

         A série “Anne With An “E””, da Netflix, estreada em 2017, por Kathryn Borel, retrata uma personagem indígena adolescente, Ka’Kwet, de doze anos, que foi vítima do preconceito linguístico após chegar em Green Gables, pois não teve aceitação dos colegas da cidade por causa da língua e cultura indígena. Fora da ficção, é fato que, desafios como este devem ser superados de imediato para que uma sociedade não tenha prejulgamentos. Nesse contexto, não há dúvida que a opinião crítica à linguagem é um desafio no Brasil; o qual ocorre devido a raízes históricas e ideológicas desenvolvidas pela sociedade.


         Em primeiro lugar, constatam-se os amplos casos de preconceito linguístico na população, podendo desencadear a má qualidade de vida, consequentemente, trazendo transtornos mentais e exclusão social. Entretanto, devido à colonização brasileira, iniciada em 1500, os jesuítas vieram para o Brasil com o objetivo de catequizar os índios através da inserção cultural portuguesa, porque, com base em livros didáticos, os portugueses acreditavam que a língua indígena era inferior a deles, com isso, fizeram mudanças na vida dos índios, como na língua. Assim, provocou o início do preconceito à morfologia, que, hodiernamente, interfere na vida dos cidadãos que sofrem por esse ato.


            Por conseguinte, existe a ideologia da superioridade dos indivíduos que falam de acordo com a norma padrão da língua portuguesa em detrimento dos cidadãos que usam gírias nacionais ou palavras não tão conhecidas para se comunicarem. Dessa forma, grande parte da população brasileira sofre com o preconceito e a discriminação dentro da sociedade, o que dificulta a inclusão social. Dessa maneira, embora a Lei 7.716- referente aos crimes resultantes de preconceito nacional- assegure todos os cidadãos vítimas de intolerância linguística, na prática, tal garantia é deturpada. Por certo, é preciso que atuações imediatas sejam tomadas.


         Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que a família, juntamente à sociedade, discuta mais sobre esse assunto nas residências, a fim de trazer ensinamento desde cedo para as crianças, por meio de campanhas televisivas que incentivem o debate nas casas dos espectadores. Para tanto, campanhas que explicitem a importância de ir contra o prejulgamento. Somente assim, será possível combater o preconceito linguístico e, ademais, não ter mais casos como de Ka’Kwet.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!