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Preconceito linguístico

No livro “O triste fim de Policarpo Quaresma” de Lima Barreto, é retratada a vida de Quaresma, um subsecretário que propôs o reconhecimento da língua tupi como língua nacional. Porém, ele é tido como louco e é internado, já que a maioria das pessoas acreditava que a língua tupi era inferior à língua portuguesa. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada por Barreto pode ser relacionada à atual sociedade brasileira do século XXI: gradualmente, o preconceito linguístico fortalece-se para a depreciação pelo modo de falar e exclusão social. Nesse sentido, é necessário analisar como combater o preconceito linguístico no Brasil.


Em primeiro plano, é importante destacar que, em função do êxodo rural, muitos indivíduos do interior migraram para as grandes metrópoles, onde a linguagem é diferente, desse modo gerando preconceito sobre a forma de falar e consequentemente depreciação. De acordo com o escritor Marcos Bagno, a sociedade é influenciada a ter esses pensamentos preconceituosos, já que em novelas de televisão, todo personagem da zona rural é retratado como atrasado e grotesco. Assim, os que sofrem com isso acabam sentindo-se inferiores e incapazes.


Outro fator importante reside no fato de que existe um padrão na sociedade, gerando assim o preconceito linguístico. Esse tipo de preconceito está diretamente ligado à exclusão social, já que a língua possui ligação com os valores que a sociedade aprecia. Segundo o Iluminismo, uma sociedade só irá progredir quando, os indivíduos que vivem nela, começarem a se mobilizar um com os outros. Nessa perspectiva, nota-se que a sociedade irá avançar quando exterminar o preconceito.


Portanto, é necessário que o Estado tome providências para combater o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério da Educação e da Cultura (MEC) crie em parceria com a mídia, campanhas publicitárias nas redes sociais e canais de televisão que expliquem o quanto é grave o preconceito linguístico e advirtam as consequências de uma opinião hostil, sugerindo que a sociedade busque sempre respeito aos demais. Somente assim, será possível combater o preconceito linguístico e acabar com a sociedade retratada por Lima Barreto em “O triste fim de Policarpo Quaresma”.

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