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Preconceito linguístico

O Brasil, desde a colônia até hoje, é um lugar pluralizado. Em consequência disso, a língua padrão dos colonizadores, com o tempo, sofreu alterações devido à influência dos diferentes povos -indígenas, africanos, italianos, por exemplo- que compõem a população brasileira. Entretanto, por causa da elitização do português tradicional, o preconceito com as derivações linguísticas é um impasse intrínseco à realidade do país. Dessa forma, para combater esse problema é necessário investir em educação e promover o respeito.
Em primeira análise, um bom ensino escolar é fundamental para se enfrentar esse julgamento preexistente na sociedade. Prova disso são os gibis da "Turma da Mônica" que introduzem a normalidade das diferentes maneiras de se falar a língua nativa, por intermédio dos personagens Chico Bento e Cebolinha, para as crianças. Outro exemplo relevante, o qual colabora com essa temática, são as escritas modernistas em tom coloquial, como as do Carlos Drummond de Andrade, para os mais velhos. À vista disso, como a educação influi sobre toda a vida e impacta no convívio interpessoal, investimentos nessa área far-se-ão primordiais para atenuar esse tipo de preconceito existente no território nacional.
Em segundo plano, o desrespeito ao diferente é outro ponto importante a ser confrontado no Brasil. Isso, consoante o a teoria do "Fato Social" do sociólogo Durkheim, de que o ser-humano é o produto da coletividade, ocorre porque os indivíduos são ensinados a desmerecerem a diversidade da linguagem, seja pela família e amigos, seja pela cultura regional na qual o cidadão está inserido. Uma representação atual são os relatos de "bullying", na internet, de sulistas contra nordestinos, motivados pela forma com a qual os sertanejos se expressam. Desse modo, é essencial estimular mudanças comportamentais nos adultos para que os jovens não herdem essas atitudes arcaicas, assim, haverá uma evolução no respeito ao próximo, o qual, ainda, é deficitário.
Convém, portanto, a atuação do Ministério da Educação na promoção da tolerância das variações da língua brasileira, por meio de aulas extras de literatura, as quais impulsionem o estudo e a leitura de diversos autores, como o Maurício de Souza, Guimarães Rosa e Mário de Andrade. Nesse sentido, o objetivo dessas leituras é a de incitar a aceitação dessas variantes do português e, por conseguinte, o respeito -base de todas as relações- para o psicólogo Abraham Maslow, será enaltecido. Diante do exposto, ocorrerá uma desconstrução do preconceito elitista, e todas as maneiras de se falar e escrever, no futuro, serão aceitas.
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