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Preconceito linguístico

"No meio do caminho tinha uma pedra". O poema, de Carlos Drummond de Andrade, parece mostrar que algo interfere na trajetória do eu lírico. Dessa forma, posicionando a obra na atual conjuntura brasileira, pode-se afirmar que o preconceito linguístico poderia muito bem ser interpretado como um obstáculo que impede a caminhada do país. Dessarte, implica aludir a intolerância como enraizada em estereótipos e em um ensino metódico.
Em primeiro plano, é mister salientar que a intolerância e preconceito linguístico não é algo que teve início hodiernamente. Nessa lógica, no Império Romano aqueles que não falavam a língua predominante eram considerados, pejorativamente, de povos Bárbaros. Hoje, é evidente que essas provectas condutas influenciam e ainda se fazem presente no contexto nupérrimo, tendo em vista que o Brasil é um país com uma diversidade linguística enorme, mas mesmo assim apresenta relatos de discriminação, sendo eles entre a maneira de falar de nordestinos e sulistas, alfabetizados e os não alfabetizados, assim como as gírias e linguagem de internet. Contudo, é inquestionável que esse contexto histórico, lamentavelmente, embasa práticas intolerantes criando estereótipos e uma aversão aos que são diferentes.
Outrossim, convém ressaltar também o papel da formação educacional na perpetuação desse problema. Nesse viés, cabe destacar que atualmente as escolas, infelizmente, por serem muito metódologicas não vem tem uma função integradora entre os alunos, pois condena outras maneiras de escrita e fala que não seja a forma culta da gramática e língua portuguesa. Assim, evidenciando cada vez mais as disparidades e reforçando o preconceito histórico tendo em mente que pouco se fala acerca dessa diversidade cultural, de povos e língua brasileira.
Infere-se, portanto, que os impasses supracitados urgem ser elucidados. Ademais, consoante ao sociólogo alemão Karl Marx: "Um problema só surge quando se tem todas as condições para solucioná-lo". Para isso, o Ministério da Educação, financiado pelo Ministério da Fazenda, deve criar e aplicar nas instituições de ensino um programa, que tenha como fito a integração social linguística brasileira, esse apresentará todo processo histórico social mundial e brasileiro, apresentando as diferentes constituições da sociedade, assim como também os diversos tipos de linguagens, enfatizando como o preconceito prejudica a população. Além disso, esse mesmo projeto apresentado aos alunos de ensino fundamental e médio terá também uma espécie de intercâmbio linguístico, em que em aulas de português os alunos terão acesso a computadores, em espécie de conferências online, para debater e conversar com alunos de diversas partes do país promovendo a tolerância e integração social. Somente assim, retirando as "pedras" do caminho que se alcançará um país com mais alteridade.
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