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Preconceito linguístico

O preconceito linguístico é caracterizado por inferiorizar variações linguísticas de um idioma as quais não estão de acordo com a "norma padrão". Nesse contexto, é visível que o Brasil enfrenta seu maior surto desta "doença", visto que tal injúria assola o direito aquiniano da dignidade. Sob esta ótica, é fundamental analisar como a escola e sociedade causam essa triste realidade e como combatê-la.
Inicialmente, é indubitável que a escola é a principal contribuinte pelo qual o impasse persiste. Isso decorre do sistema educacional defasado, em que já nos primeiros anos de ensino, é padronizado que a norma culta é a única forma correta da língua. Logo, a sociedade, por tender a incorporar padrões, tal como defendia o filósofo Pierre Bourdieu, naturaliza e os reproduz, moldando um ciclo vicioso de ignorância e etnocentrismo.
Paralelo a isso, é válido salientar que, embora o Artigo 3° da Constituição Federal assegure o bem-estar de todos, parece que isso não está acontecendo. Prova disso é o lamentável fato de que a população com baixa escolaridade é oprimida em decorrência de seu vocábulo não corresponder às "língua formal", em comparação com as pessoas que gozam da ampla educação. Desta forma, tem-se a título de exemplo, o caso noticiado pelo G1, no qual um médico debochou de seu paciente, via internet, ao falar "peleumonia", em vez de "pneumonia".
Mediante o elencado, é mais que necessário combater o preconceito linguístico em todos os âmbitos. Diante disso, o Ministério da Educação deve implantar nas escolas palestras, projetos, atividades e aulas que mostrem a enorme gama de variações linguísticas, a fim de desconstruir o conceito enraizado de "certo" acerca do idioma brasileiro. Ademais, o Poder Legislativo deve criar uma lei que trate essa intolerância como um verdadeiro delito, punindo as pessoas que fazem jus a prática. Só assim, o pensamento aquiniano será respeitado, e o Brasil poderá ser uma nação de múltiplas línguas.
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