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Pós-verdade

Uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade. O pensamento de Joseph Gobbels - Ministro da Propaganda da Alemanha Nazista - nos permite refletir, em nossos dias, sobre como as pós-verdade representam um problema social a ser enfrentado de forma mais organizada no Brasil. Além disso, pode-se de dizer que tal imprudência gera consequências que envolvem a maior parte da sociedade. Isso se evidencia não apenas por mentiras originadas através de viés ideológico e posicionamento político, como também pela rápida propagação de informações falsas pela internet.
É possível afirmar que, na maior parte das vezes, as mentiras criadas criadas na internet decorrem de perfis ou meios de informação (sites, blogs) com algum posicionamento, seja ele ideológico ou político. As figuras políticas, em sua maioria, são o foco dos ataques nesse mundo virtual e grande parte dessas investidas vêm com o intuito de aumentar ou diminuir a popularidade desse governamental, a fim de favorecer outro concorrente em uma corrida eleitoral, como é o caso da vereadora Marielle Franco que teve mentiras ligadas ao seu nome com o propósito de desmobilizar suas lutas contra a corrupção. É inadmissível que o abandono do poder público em relação as demandas da sociedade, verificadas na época da Segunda Guerra Mundial, persistam em nossos dias, prejudicando a circulação de informações no nosso país.
Mormente, o advento da internet propiciou um troca mais rápida de notícias entre as pessoas, mas esse progresso, nos dias de hoje, vem sendo usufruído de maneira errada. Segundo um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) revelou que as pós-verdades ou "fake news" se espalham seis vezes mais rápido que notícias verdadeiras. Ademais, o estudo aponta que 70% das informações falsas têm mais chance de serem replicadas, devido a falta de orientação daqueles que a compartilham. É alarmante que tal ferramenta como a internet esteja sendo utilizada de maneira tão nefasta.
Cabe, portanto, ao governo federal, a mídia e aos demais segmentos sociais estimularem o senso crítico a partir de debates em escolas e programas televisivos, de forma a instruir que a averiguação de informações tendenciosas, através de métodos de identificação ou de ferramentas criadas por equipes de TI, deva se sobrepor às necessidades de compartilhamentos impulsivos, a fim de coibir o avanço da era da "pós-verdade".
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