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Poluição do ar e seus impactos na saúde da população

A terceira revolução industrial possibilitou às empresas criarem pólos de produção em diversos países subdesenvolvidos. Isso permitiu uma mão de obra mais barata e, como consequência, a redução de custos dos produtos, bem como o aumento de empregos nessas regiões. Contudo, hodiernamente, esses países sofrem com a poluição causada pelas fábricas, além daquelas oriundas da extração de matérias primas utilizadas para fabricação dos produtos e transporte. Essa situação apresenta duas principais problemáticas: a queda da qualidade de vida das população nesses locais e o aumento do gasto com a saúde pública.


Por isso, apesar da vantagem empregatícia, esses trabalhadores e demais cidadãos sofrem com questões de saúde que, segundo o Ministério da Saúde brasileiro, só no país, em dez anos, aumentaram quatorze por cento. Além disso, no mundo, dados da OMS mostram que doenças diretamente ligadas à poluição já causaram o óbito de mais de sete milhões de pessoas. Esses números se mostram ainda mais alarmantes quando comparados com outras doenças, já que, a mesma pesquisa apresentou que ele equivale às mortes por malária e AIDS juntas.


Toda essa situação tornou-se um problema de saúde pública no Brasil, pois, o Ministério da Saúde avalia um gasto de mais de um bilhão de reais, em 2018, apenas com doenças relacionadas à poluição do ar. O Greenpeace alertou que "somente quando for cortada a última árvore, poluído o último rio, pescado o último peixe, é que o homem vai perceber que o dinheiro não se come". Mais que impactante, a frase parece ainda pior quando pensamos que o ar, fundamental para a existência de todas as espécies, incluindo a humana, pode ser acrescentado ao texto.


Desse modo, é fundamental uma mudança comportamental coletiva, iniciando-se nas empresas, principais responsáveis pelas emissões. Para isso, Governos Federal e Estadual podem criar incentivos fiscais, como redução de impostos, às empresas que diminuirem pela metade os poluentes emitidos no ar. Dessa forma, elas se sentirão mais motivadas à melhorarem sua tecnologia de emissão gases, o que permitirá, também, uma redução dos gastos com o sistema de saúde. Para além da responsabilidade governamental, sendo a televisão ainda uma das maiores mídias no país, programas de alcance popular e novelas podem abordar o tema de forma educativa, mostrando alternativas ao uso do carro ou a possibilidade de economizar dinheiro e melhorar a realidade urbana através caronas, garantindo um apelo a mais para as mudanças de hábitos.

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