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Poluição do ar e seus impactos na saúde da população

O advento da Revolução Industrial trouxe profundas modificações no modo de produção do século XVIII. Contudo, paralelamente aos avanços observados na economia, o cenário ambiental também começou a ser modificado por meio do lançamento de poluentes no ar. Consequentemente, mais de 200 anos após o mundo viver essas grandes transformações, o que chama a atenção atualmente são os prejuízos que a poluição vem causando na saúde da população, elevando a prevalência de determinadas doenças e reduzindo a qualidade de vida.


Uma pesquisa publicada recentemente pelo The New England Journal of Medicine constatou a correlação entre a exposição a material particulado e o aumento na taxa de mortalidade causada por doenças cardiovasculares e respiratórias. Nesse aspecto, a queima de combustíveis fósseis pelas indústrias atua como grande vilão, lançando diariamente grande quantidade de gases tóxicos no ar. Assim, essa realidade ganha o respaldo de muitos países desenvolvidos e em desenvolvimento, uma vez que visam apenas o ganho econômico e a produtividade em detrimento do meio ambiente e da saúde global. Ainda, muitos países mantêm limites toleráveis de emissão de poluentes acima daqueles que são preconizados pela OMS, classificando de forma equivocada a qualidade do ar que é respirado.


Adicionalmente, o aumento da frota veicular das grandes cidades do mundo também atua como agente causador de poluição. Além disso, estimulado pela falta de fiscalização, ainda é alto o número de veículos que trafegam sem catalisadores, lançando gases tóxicos e material particulado diretamente na atmosfera, fazendo com que o ar se torne altamente nocivo se respirado, levando a doenças como bronquite, pneumonia e câncer. Nesse contexto, é estabelecido um paradoxo, visto que, embora o homem possua em mãos maiores tecnologias, a qualidade de vida diminuiu, pois em muitas cidades, industrializadas e modernas, um simples momento de lazer em local público pode se tornar extremamente prejudicial à saúde.


Portanto, é preciso que medidas efetivas sejam tomadas a fim de reduzir os altos índices de emissão de gases poluentes. Para tal, é necessário que o Governo Federal por meio do Ministério do Meio ambiente invista estações de monitoramento da qualidade do ar em grandes cidades a fim de controlar os índices de poluentes emitidos diariamente. Paralelamente, também é preciso que as empresas de tráfego municipais atuem de forma efetiva fiscalizando e multando os carros que circulem em desacordo com a legislação vigente, estimulando os condutores a colaborarem com uma mobilidade urbana saudável.

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