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Pobreza no Brasil

O ser humano é social: necessita viver em comunidade e estabelecer relações interpessoais. Somado a isso, temos a Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - que tem como objetivos fundamentais a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais e regionais. Entretanto, é possível afirmar que o Brasil é um país com muitas riquezas naturais, contrastando com a miséria e pobreza de uma parcela significativa da população, que são privadas do acesso ao básico para a sobrevivência, como a alimentação, como também é negado o acesso à educação, saúde, entre outros.
No que se refere a falta de acesso aos alimentos, podemos inferir que existe uma grande distância entre a produção e ao consumo dos mesmos, pois o Brasil é um grande produtor de alimentos, porém a comercialização dos mesmos é voltado para o mercado externo. O Brasil, por ser um país capitalista, com alicerces na propriedade privada e lucro, tem os "olhos" voltados para o mercado externo, ou seja, grande parte do que é produzido é exportado, e não atende a demanda interna de alimentos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pobreza e a extrema pobreza vem caindo nos últimos anos, mas ainda é uma chaga a ser combatida. Portanto, é preciso que o governo, na figura do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, priorize uma política de distribuição interna de alimentos em detrimento da exportação excessiva dos mesmos.
Somado a isso, podemos dizer que o acesso à educação, saúde, saneamento básico, entre outros direitos dos cidadãos são usurpados. Segundo o político e ativista social Nelson Mandela, a educação é a melhor arma para se mover o mundo. Mas o que dizer quando uma sociedade não prioriza a educação, os demais direitos sociais não são cobrados, nem são vistos pelas pessoas como direitos, pois as mesmas desconhecem a legislação que não é cumprida em nossa pátria. Bom seria, se as escolas tivessem disciplinas, desde a educação básica até os níveis mais elevados da educação, sobre a Constituição Brasileira, pois se tornaria comum cumprir nossos deveres como cidadãos e cobrar nossos direitos, como a erradicação da pobreza, das pessoas que governam nossos impostos.
De acordo com o sociólogo Émile DurKheim, a sociedade pode ser comparada a um "corpo biológico" por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, a interação entre governo, escola, sociedade são fundamentais. Ao governo cabe voltar a produção de alimentos para o abastecimento do mercado interno com preços mais acessíveis para as populações de baixa renda; a escola cabe o papel de politizar as pessoas, desde as séries iniciais do aprendizado, para que a Constituição Brasileira se torne um livro conhecido e de fácil entendimento, para que possa ser exigido a sua prática. Cabe a sociedade, de um modo geral, "dividir o pão", sermos solidários uns com os outros, e construir uma nação em que todos possam se ajudar mutuamente, sendo esse um princípio que deveria ser enraizado na base familiar do povo brasileiro.





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