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Pobreza no Brasil

   Por ser um país de colonização escravagista, a pobreza é característica do Brasil desde a sua origem. Apesar do avanço na estabilidade econômica, muitos brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza e enfrentam dificuldades. Tais obstáculos são retratados no livro Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, o qual descreve o cotidiano de uma catadora de papel – e moradora da favela -, que, muitas vezes, não tinha condições de alimentar a si e aos seus filhos, dadas as péssimas condições financeiras. Essa situação faz parte da realidade de diversos indivíduos e pode ser justificada pela pequena oferta de trabalho e pelo baixo valor dos auxílios oferecidos pelo Estado.


   Em primeira análise, nota-se uma vasta quantidade de brasileiros em busca de emprego. Um dos motivos para esse amplo número de desempregados, é o fato de que a maioria das empresas exigem qualificação profissional. Esse cenário tem como consequência direta a impossibilidade do cargo para os mais pobres que, geralmente, não possuem as competências exigidas – às vezes, nem o ensino médio completo. Visto que não conseguem adentrar no mercado de trabalho legalmente, alguns apelam para o trabalho informal – como a protagonista da obra brasileira – e, sem segurança financeira, migram para a periferia, a fim de obterem os recursos mínimos para sobreviver na miséria: moradia e alimentação.


   Uma vez que o número de cidadãos que vivem na carência econômica aumentou, o governo criou programas – como o Bolsa Família – que os ajudam no poder aquisitivo. Apesar de, na teoria, serem exemplares, na prática, tais projetos não extinguem a pobreza, já que o valor é insuficiente para suprir as necessidades de todos. Dado isso, os auxílios financeiros não têm como objetivo retirar a população da classe mais precária, e sim, mantê-la nela. Também, seja por interesses políticos ou monetários, a fiscalização sobre os recebedores dos benefícios é falha, permitindo, portanto, fraudes. Soma-se a essa frágil vigilância, o mau uso desses privilégios, que podem ser utilizados na aquisição de outros bens, não só os básicos.


   Por fim, é nítido que a população pobre é portadora de inúmeras dificuldades e necessitam de maior apoio. Por isso, o Ministério da Cidadania deve aumentar o valor dos benefícios por meio de um mais eficaz controle sobre eles, para que apenas os necessitados os recebam, a fim de, realmente, conceder a esses brasileiros uma possibilidade de ascensão econômica. Essa ação é eficiente, pois, ao diminuir a quantidade de benefícios, retirando os fraudulentos, pode-se redistribuir o valor entre os outros beneficiários, aumentando, assim, seu auxílio. Vale pensar que esse feito ajudaria milhares de pessoas que se encontram em situação precária, como a de Carolina de Jesus, em seu diário de favelada.

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