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Pobreza no Brasil

  A constituição brasileira de 1988 garante igualdade perante à lei, sem distinção de qualquer natureza. No entanto, em um cenário hodierno, percebe-se que tal direito não é exercido na prática, uma vez que a atual sociedade é marcada por uma pobreza imensurável. Nessa perspectiva, torna-se evidente como causa a omissão do Estado, bem como o atual sistema econômico, o capitalismo.


  Sob este viés, a ineficiência das autoridades, pode ser considerada um empecilho à consolidação de uma solução. Conforme Thomas Hobbes, é dever do Estado promover e garantir o bem-estar à população. Porém, é indiscutível que o mesmo exerce seu papel erroneamente, já que a sociedade brasileira, segundo Ariano Suassuna, é dilacerada pela injustiça secular, originando dois grupos distintos, o privilegiado e o despossuído. Sendo assim, a inércia do Governo, diante às situações escancaradas de desigualdades, fomentam o aumento da pobreza, haja vista que não há políticas públicas eficazes, implantadas pelos órgãos competentes, as quais contornem a conjuntura social em vigência.


  Outrossim, o sistema econômico em vigor, é um grande impasse à resolução da problemática. Em concordância com Karl Marx, a desigualdade social, refletida na existência da pobreza no corpo-social, está atrelado ao capitalismo, ao passo que este não é justo, nem igual – como, ilustrado pela mais-valia. Nesse sentido, o acúmulo de capital e a exploração de trabalho, visando o enriquecimento da classe dominante, ou seja, os donos dos meios de produção, potencializam a miséria social de grande parte dos indivíduos. Logo, é imprescindível que tal circunstância seja analisada sob outras óticas, a fim de que a massa injustiçada alcance os privilégios, os quais atualmente, estão detidos por uma parcela mínima da população.


  Portanto, é mister que o Estado inicie políticas públicas de inclusão, com o intuito de sanar o problema em questão. Assim, é necessário que o Tribunal de Contas da União (TCU) envie verbas que, por intermédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC), serão revertidas em educação, não só formal, mas também profissionalizante aos que vivem às margens da sociedade, assim melhorando as condições econômicas dos mesmos, à medida que estes serão incluídos no mercado de trabalho de forma mais decente. Só assim, a igualdade garantida aos cidadãos será concretizada e a pobreza erradicada.

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