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Pobreza no Brasil

Na obra ''Vidas Secas'', de Graciliano Ramos, é retratada a vida de uma família de retirantes nordestinos que luta para sobreviver em meio à extrema pobreza. Fora da literatura, essa realidade está presente em larga escala no território brasileiro, haja vista o elevado número de indivíduos em péssimas condições de vida, devido à miséria, o que demonstra uma dimensão social de exploração e opressão. Nesse contexto, a falta de comprometimento governamental e o sistema capitalista são considerados os fortalecedores dessa problemática. Sendo assim, é necessário analisar as principais causas desse impasse, para que esse possa ser combatido socialmente.


É preciso pontuar, inicialmente, a falta de engajamento político e seus efeitos na persistência da pobreza. Nesse ínterim, observa-se os primeiros sinais de desigualdade no país em consonância com o início da industrialização. Logo, ao priorizar os aspectos produtivos da nação, o Poder Público negligência o planejamento urbano necessário para receber o contingente populacional que estava se deslocando do campo para as cidades industrializadas, o que promoveu o inchaço urbano e suas consequências, que são refletidas até os dias atuais. Como exemplo, pode-se mencionar a falta de saneamento básico, transporte, moradia adequada, alimentação e acesso aos serviços de saúde, que são direitos fundamentais previstos pela Constituição Federal. Com efeito, há o fomento dos casos de desigualdade, desmoralização e desrespeito social.


Além do mais, cabe abordar como o sistema capitalista colabora com a persistência da pobreza. Nesse sentido, Adorno, em sua abordagem acerca da Teoria Crítica, já afirmava que o sistema capitalista induz uma pseudo felicidade nos indivíduos e a crise da razão. Desse modo, o Brasil, mesmo sob efeito de uma estagnação econômica desde 2016, segundo o Banco Mundial, é um dos principais exportadores de commodities, que são itens os quais incluem produtos alimentícios que poderiam solucionar um dos efeitos da pobreza, a exemplo da fome. Logo, a parcela social economicamente desfavorecida permanece sem acesso às garantias fundamentais, o que contribui para a exclusão.


É evidente, portanto, que a persistência da pobreza se dá devido à falta de comprometimento estatal e os efeitos do sistema capitalista e, por isso, precisam ser analisados e combatidos. Dessa forma, cabe ao Governo melhorar as condições de vida da população em condição de miséria, por meio da aplicação correta de verbas em programas, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, que irão repassar subsídios para esses indivíduos possuírem condições de melhorar economicamente, com o fito de diminuir a exclusão e aplicar os pilares democráticos do país. Além disso, cabe ao Poder Judiciário atuar em harmonia com o Governo, mediante a criação de ouvidorias para averiguar a situação dos indivíduos em condição de miséria, a fim de realocá-los para uma vida melhor e, assim, tornar o meio social mais harmônico.

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