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Pobreza no Brasil

Pobreza: atualidade atemporal


No livro "Capitães da areia", de 1937, o autor Jorge Amado retrata um cenário decadente na realidade baiana, em que crianças e adolescentes vivem no limiar da extrema pobreza. Nesse sentido, a narrativa foca em um grupo de meninos que cometem pequenos furtos para sobreviver e, com isto, são odiados pela sociedade. Analogamente, percebe-se que no Brasil, apesar de posteriores 80 anos, a miséria ainda se perpetua na sociedade, causando aumento nos índices de discriminação e violência, assim como o impedimento do progresso do país. Desse modo, ficam imprescindíveis formas para atenuar a pobreza no Brasil.

Primordialmente, é preciso que o Estado abandone a inércia frente ao problema; tendo em vista que, segundo dados do IBGE, pessoas em estado de indigência representam cerca de 17% da população e, portanto, se assistidos de forma correta, são potenciais contribuintes para a economia do país. Entretanto, se a assistência governamental for incipiente - como o Bolsa família, que embora tenha contido o avano da pobreza, não diminuiu os seus índices - a população marginalizada tende a ser atraída pelas facilidades do mundo do crime; o que, por conseguinte, impulsiona o crescimento da violência.

Dessa forma, é necessário que essas pessoas recebam não apenas auxílio monetário, mas, acima de tudo, sejam empregadas, a fim de contribuírem também para o desenvolvimento nacional. Consoante a isso, é necessário que haja uma superação de valores segregacionistas enraizados na cultura brasileira; uma vez que a população canarinha foi formada sob a ótica da exploração da mão de obra afro-ameríndia e seu consequente abandono após a abolição da escravatura. Sem o devido cuidado, os escravos libertos se viram obrigados a viverem às margens da sociedade, formando, gradativamente, essa atualidade atemporal que se tornou a desigualdade social presente no país.

Arremata-se, portanto, o caráter problemático da pobreza no Brasil, bem como a urgência que o tópico requer. Para a diminuição dos índices de indigência no país, urge que o Ministério do Desenvolvimento Social, em parceria com a iniciativa privada e ONG's, crie, por meio de uma articulação de serviços compostos por professores, psicólogos e assistentes sociais, cursos profissionalizantes, bem como a instalação de mais escolas nas áreas rurais - onde as taxas de miséria são mais elevadas -. Dessa forma, ter-se-á, diferentemente da obra de Jorge Amado, a formação de jovens e adultos que não se limitam a sua esfera social.
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