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Pichação, grafite e os limites da arte urbana

A vinda de Dom João e a corte real para o Brasil durante o período colonial fez com que nosso país adquirisse várias características europeias,entre elas, a criação do teatro brasileiro, fazendo com que muitos artistas viesse morar no país. Com o passar dos séculos,felizmente, as artes se expandiram e se modernizaram o que fez surgir várias correntes,entre elas, o grafite, a popular arte em paredes. Todavia, essa manifestação artística é vista por grande parte da população como um ato de vandalismo, já que, lamentavelmente, muitos artistas não respeitam os limites da arte urbana.


Primeiramente, é importante destacar que a liberdade de expressão é um das causadoras do problema. Inquestionavelmente, um dos três pilares da Revolução Francesa é o princípio de liberdade que passou a ser considerado um direito irrefutável, porém a liberdade de um indivíduo acaba quando a do outro começa. Infelizmente, muitos artistas de rua não respeitam esses limites e picham paredes de casas, edifícios comerciais e praças públicas sem autorização dos donos do local ou da prefeitura. Isso faz com que esse tipo de arte se torne cada vez mais marginalizada e vista com maus olhos pelos cidadãos.


Ademais, o tipo de pichação é relevante a discussão. Indubitavelmente, como descreve Schopenhauer,o homem é um ser egoísta por natureza, e, por esse motivo, não leva em consideração as opiniões e sentimentos das pessoas. Isso também se reflete no grafite e nas pichações, uma vez que muitos vândalos aproveitam que esse tipo de arte é majoritariamente presente em espaço públicos para desenhar palavras vulgares, grosseiras e ofensivas, os populares “ palavrões”, além de, em muitos casos, desenharem imagens impróprias para crianças e preconceituosas para vários outros grupos sociais como mulheres, homossexuais e negros.


Portanto, fica evidente que a arte de rua deve ser produzida respeitando os direitos dos indivíduos. Primeiramente, os próprios artistas, como responsáveis por esse modelo artístico, devem garantir que essa arte seja respeitada e retirada da marginalização social. Isso deve ser feito por meio de um acordo com a prefeitura das cidades para que esses pintores consigam autorização para grafitar as paredes de locais públicos e autorização de moradores para grafitar muros de propriedades privadas, garantindo para as pessoas que sua arte não será vulgar ou ofensiva para a sociedade. Ademais, os cidadãos e os artistas devem denunciar os pichadores que não respeitem as especializações citadas acima, para que o Governo possa lhes aplicar multas e prestações de serviços comunitários. Por fim, com essas medidas a arte urbana seria mais respeitada e valorizada o vem a melhorar o problema no Brasil como um todo.

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