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Pichação, grafite e os limites da arte urbana

A arte urbana tornou-se uma das principais expressões artísticas da contemporaneidade. Todavia, os limites impostos para determinadas manifestações, como à pichação, por meio da criminalização causam uma desarmonia social, uma vez que fortalece o sentimento de revolta daqueles que a praticam e o preconceito da sociedade para com o movimento artístico em sua totalidade. Nesse sentido, convém analisar as causas e consequências dessa problemática, no Brasil.


Em primeira análise, cabe pontuar que, segundo a Lei 9.605/98 no artigo 65, as pichações fazem parte dos crimes contra o ordenamento social urbano, patrimônio cultural e meio ambiente. Conquanto, tornar crime o ato de pichar intensifica a ação dos pichadores, visto que tal atitude, em muitos casos, é uma forma de demonstrar suas insatisfações acerca das injustiças vividas por aqueles que se encontram marginalizados socialmente. Com isso, sua desaprovação governamental fomenta seu desejo de expressão. Desse modo, nota-se que medidas são necessárias para atenuar esse impasse.


Ademais, convém frisar que, como consequência do argumento supracitado e do desconhecimento de grande parte da população sobre a arte urbana, o preconceito social impede a valorização desse movimento artístico em território nacional. No entanto, tal discriminação que se tornou um empecilho à democratização dessa arte no Brasil já foi superada em diversos países, haja vista que o grafite, atualmente, é prestigiado em nível mundial. Uma prova disso está nos trabalhos de dois irmãos brasileiros, conhecidos como "Os Gemeos", que adquiriram fama internacional e estão expostos em países da Europa, Ásia e das Américas. Dessa forma, percebe-se que há a indispensabilidade de se buscar meios efetivos para a supressão do preconceito que marginaliza e limita a ascensão dessa arte no país.


Destarte, indubitavelmente, medidas são necessárias para mitigar a problemática em questão. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação crie projetos escolares que visem popularizar a arte urbana nacional, com o intuito de apresentar as diversas manifestações desse movimento, por intermédio de palestras, apresentações artísticas, produções cinematográficas e da disponibilização de espaços dentro ou fora das escolas, para que os alunos possam aprender a produzir tal arte, com o propósito de que o tecido social, enfim, supere os limites impostos pelo preconceito e, então, acabe com essa desarmonia social.

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