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Pedofilia no Brasil

Assassinato da liberdade
No filme "Confiar", expõe-se os desdobramentos da pedofilia na vida da conjuntura social a partir da relação tóxica entre uma menor e um adulto. Junto a isso, a obra também suscita uma reflexão sobre os efeitos da pós-modernidade nos casos de abusos contra crianças e adolescentes, o que faz jus a uma realidade que perpassa pela violência infantil, como consequência de fatores histórico-sociais da comunidade. Diante da gravidade do problema e do desrespeito aos Direitos Humanos faz-se relevante analisar o tema em suas singularidades socioculturais, que afetam a vida infanto-juvenil dos brasileiros.
É válido ressaltar o ideal de uma sociedade justa aos jovens, preconizada pelo Estatuto da criança e do Adolescente, tem ficado só no papel, haja vista que, o Brasil possui uma raiz histórica baseada no desrespeito à liberdade dos outros indivíduos. Isso porque, desde o período colonial o país é violentado com atitudes pedófilas, influenciadas, muitas vezes, pelo sexismo machista. Exemplos disso foram vistos nos casos de violência sexual contra povos indígenas e africanos e, também, com o casamento infantil no século XIX. Consequentemente, no cotidiano brasileiro, tais facetas opressoras afetaram na construção de uma comunidade que propaga a violência contra as crianças.
Cabe acrescentar que a violência sexual contra os menores é um problema que ultrapassa a cibercultura. Isso acontece porque, de acordo com Zygmunt Bauman, a faceta pós-moderna da globalização degrada a prática do amor e da moral e promove relações não afetivas no que tange à convivência interpessoal. Nesse cenário, a exposição precoce de crianças na Internet e a sexualização da infância são exemplos desses problemas contemporâneos e, como consequência, tem-se uma maior facilidade às práticas de violência sexual e propagação do individualismo. Logo, é perceptível como essa nova fase humana pode ser desagregadora, pois torna subjacente as violências contra as liberdades juvenis.
Fica evidente, dessa maneira, que o tema em questão tem uma carga histórico-social mais complexa do que aparenta. Para tanto, o Estado e seus Ministérios ? do Desenvolvimento social e da Educação - devem promover investimentos em políticas públicas direcionadas à construção de centros denúncias contra qualquer tipo de violências infantil, a fim de minimizar o mal-estar dos indivíduos. Além disso, a escola, deve explanar e debater, em palestras com as famílias, sobre os perigos da exposição precoce de crianças nas redes sociais, com o intuito de construir um corpo social que previna os casos de violência. Quem sabe, assim, poder-se-á vislumbrar um futuro com menos assassinatos à liberdade da juventude.






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