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Parto normal ou cesárea: Escolha da mulher ou questão de saúde pública

Segundo Hélder Martins, “A saúde é um problema político, especialmente  no que tange à medicina preventiva”. Compreende-se, portanto, que ao longo da história do Sistema Único de Saúde (SUS), diversas problemáticas veem se acumulando e se tornando ainda mais complexas, sobretudo em relação a “escolha” do percurso de um parto. Observando o discurso do ex-jornalista, ex-diplomata e ex-ministro da saúde, verifica-se que a natureza dessa escolha, em sua maioria, não está visando a saúde dos indivíduos que estão passando pelo processo - o que deveria ser o principal critério para a escolha da natureza do parto - e muito menos orientando a mulher para que a escolha seja tomada da melhor forma possível, sendo então uma questão de saúde pública.


Nesse sentido, em uma das publicações da revista Veja divulgada em 2015, constata-se que no Brasil esse procedimento é mais comum do que deveria e em situações em que o parto não coloca a vida da mulher e do bebê em risco, sendo este o parâmetro essencial caso haja a necessidade de intervenção por parte da equipe médica. Posto  isto, é sabido que muitos profissionais da saúde acreditam ser uma perda de tempo, pois a cesárea é mais prática e rápida, ignorando todos os riscos e escolhendo por uma via de mais conforto pessoal.


Por outro lado, temos em algumas culturas, como a indígena, a aproximação da mulher com o parto natural. Contudo, esse hábito não é algo tão difundido. À vista disto, observamos através do filme “Tudo sobre minha mãe”, que é uma das obras do renomado cineasta espanhol Pedro Almodóvar e que ganhou através dele o Oscar de melhor filme estrangeiro, a divulgação dessa ideia aqui hegemônica de que o parto natural é algo conturbado, desagradável e muitas vezes insustentável. Essa ideia é trazida com grande força e o Estado que, antes de promover saúde deveria viabilizar conhecimento, não desconstrói, tornando única a escolha da mulher.


Portanto, tendo como base o discurso anteriormente citado, percebemos que cabe ao Poder Público por meio de leis e investimentos, cobrar uma justificativa dos trabalhadores da saúde para a execução desse procedimento, assim como a divulgação dos riscos de ambos os caminhos pretendidos. Por consequência, teremos a garantia de que essa escolha está sendo tomada levando em consideração o critério primordial: bem-estar do bebê e da mãe. Além disso, é indispensável que os pilares midiáticos informativos propaguem a concepção de que também é possível um parto humanizado para que haja a desconstrução dessa imagem apresentada através de, por exemplo, filmes. 

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