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Os impactos da pandemia na vida das mulheres

                                        As mulheres e suas dificuldades na pandemia


     O mundo passa por um momento atípico de sua história: uma pandemia causada pelo Sars-Cov-2, gerando a doença conhecida como COVID-19. Muitos grupos marginalizados estão passando por maiores dificuldades na hora de enfrentar a atual situação, dentre eles, estão as mulheres, classe que, normalmente, passa por dificuldades devido à construção histórico-social do Brasil, que consiste em uma sociedade patriarcalista, fazendo com que exista muita diferença de gênero entre o sexo masculino e feminino, causando, entre outras coisas, a sobrecarga da mulher perante as obrigações do dia a dia , além do aumento considerável dos casos de violência doméstica.


     De acordo com a problemática acima, vale aprofundar o aumento de funções das mulheres no atual cenário de pandemia. De acordo com a psicóloga Simone Paulon, a sobrecarga das mulheres praticamente dobrou durante a COVID-19. Considerando que, além do home-office, a figura feminina precisou conciliar seu trabalho com as atividades domésticas, como cuidar da casa, dos filhos, etc, sendo que 57% dessas mulheres são responsáveis por filhos de até 12 anos, 6,4% disseram ser responsáveis por outras crianças, 27% afirmaram ser responsáveis por idosos e 3,5% por pessoas com alguma deficiência. Isso acaba gerando uma sobrecarga física, emocional e psicológica, fazendo com que ocorra um aumento da incidência da Síndrome de Bornout, que consiste no excesso de trabalho do dia a dia, causando exaustão extrema tanto física quanto emocional, trazendo diversos prejuízos para a mulher dentro de casa.


     Além disso, houve um aumento na ocorrência dos casos de violência doméstica. Segundo dados da ONU, ocorreu uma elevação de 50% nos casos de denúncia por violência doméstica, além de que em Belo Horizonte, comparando 2018 com 2019, a taxa de feminícido cresceu cerca de 250%. Isso mostra o quão preocupante é a condição da mulher no atual cenário de pandemia. Esse fato acaba ocorrendo devido a um maior tempo de convivência da mulher com seu agressor, que normalmente é seu marido. Por isso, muitas emissoras e sites de compras, como a Magazine Luiza, estão investindo em formas discretas de uma pessoa do sexo feminino denunciar casos de violência doméstica.


     Pode-se, portanto, concluir que a situação atual da mulher na pandemia é de total fragilidade. O governo Federal, exercido pelo presidente, deve acionar um sinal de alerta para os Estados com relação aos casos de violência doméstica e feminicídio para que, assim, prefeitos e governadores possam interferir diretamente nesses casos, através de um maior apoio psicológico e judicial. Também, escolas devem conscientizar seus alunos sobre tal assunto para que a criança possa identificar que algo está errado. Além disso, ONG´s de apoio a mulher e grupos de apoio deveriam ser criados, com a função de reunir casos parecidos e dar a sensação de pertencimento à mulher. Dessa forma, os casos de feminicídio diminuiríam consideravelmente, tornando a vida das mulheres mais tranquila e saudável.

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