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Os direitos e a condição das mulheres transgênero no Brasil

"nois tá aqui por cada bicha com a vida interrompida, por causa de homofobia, ódio, intolerância". Murillo, transsexual integrante do grupo de rap -Quebrada Queer- expõe esse verso na cypher, feita pelo Rap box, que deu visibilidade ao seu grupo. Seu intuito foi gritar, evidenciando as mazelas que a minoria transsexual passa no Brasil. Preconceitos, agressões e, até mesmo, a morte, fazem parte da rotina dos transgêneros numa suposta democracia. Esses problemas se impõem a esse grupo devido à deturpação do cristianismo no país, bem como às fragilidades legais de assistência a essa população.

 

Em primeiro lugar, o comportamento nocivo para com os transsexuais é bastante influenciado por uma justificativa religiosa. A colonização brasileira não se deu apenas por uma imposição bélica, mas também cultural. A Companhia de Jesus, grupo católico com o intuito de "cristianizar" os indivíduos de religiões distintas, veio para essa colônia. Nesse sentido, iniciou-se um processo de aculturação indígena e africana, de modo que o catolicismo virasse a maior expressão religiosa do país. Infelizmente, a rigidez dos ensinamentos papais da modernidade permeou a mente do brasileiro no século XXI. Desse modo, os indivíduos que não se identificam com seu gênero biológico são desprivilegiados e, em situações rotineiras, assassinados. Lamentavelmente, não há como negar que o ideal cristão tem sido deturpado e a justificativa do ódio ao diferente utiliza-se dessa deturpação para se validar.

 

Além disso, a omissão do poder legislativo permite flagelos a esse gênero. De modo infeliz, os deputados e senadores não agem pensando no coletivo quando se trata de assistência aos transsexuais. Esses indivíduos se abstêm da promulgação de direitos a essa classe simplesmente pelo fato de que poderiam ser criticados por uma população retrógada e preconceituosa. Dessa forma, os transgêneros seguem sendo negligenciados por uma nação que prega igualdade étnica e sexual. Temos, como exemplo, a criminalização da homofobia sendo aprovada pelo Supremo Tribunal Federal, visto que o congresso e o senado omitia o surgimento dessa lei há anos. Com isso, o Poder Legislativo, reflexo do anseio populacional, demonstra o quão desprezado é a equidade de gênero no seio do popo da diversidade, da aceitação das diferenças e do respeito a elas.

 

A situação dos transsexuais, portanto, é drasticamente ruim e precisa ser solucionada. Para isso, o ministério da educação deve neutralizar a deturpação do cristianismo da mente do brasileiro. Isso ocorrerá por meio de palestras com representantes intelectualizados dessa religião nas escolas, com a intenção de minar o ciclo de ódio outorgado pela desinformação. A população deve, por meio de petições e manifestações, exigir do Poder Legislativo o debate da situação dos transgêneros no Brasil, com o intuito de promover políticas públicas para minar a desigualdade de gênero. Assim sendo, A Quebrada Queer verá suas músicas sendo visíveis e respeitadas pelo país democrático.

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