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Os desafios para manter um sistema de saúde público no Brasil
Princípio Aristotélico
O Sistema Único de Saúde (SUS) visa atender as necessidades da população no que tange as enfermidades contemporânea. Nesse aspecto, o estado de bem-estar social está previsto na Constituição como direito inalienável e, por isso, cabe aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário proporcionar melhores condições de vida para a sociedade. Em teoria, o sistema deveria ser executado de forma que, os menos abastados, tivessem as mesma oportunidades, como, por exemplo, retratado no princípio de Aristóteles em que devemos tratar igualmente os iguais, desigualmente os desiguais, na medida de suas desigualdades. Entretanto, infelizmente, a realidade de muitos brasileiros é o inverso do que propõe o filósofo da antiguidade. Dessa forma, surge a problemática do SUS no Brasil que está atrelada a falta de investimentos nesse setor, seja na estrutura hospitalar, seja na capacitação de mais profissionais na área.
É indubitável que a questão estrutural esteja entre as causas do problema, uma vez que , com os precários investimentos governamentais e dos setores particulares, os hospitais são instalados em locais inadequados e acabam pleiteando quantidades irrisórias de materiais para atender a demanda. Note que, sem equipamentos suficientes e verbas direcionadas, os responsáveis pela administração, bem como médicos, enfermeiros e toda equipe necessária para manter o bom funcionamento desse método de atuação no hospital ou postos de saúde, não podem exercer suas funções, o que resulta em insatisfações populares.
Os descontentamentos da sociedade perante os fatos retratados são, em grande maioria, para além de aspectos estruturas, pela falta de médicos em certas regiões do país ou pela quantidade insignificante capaz de atender a sociedade. Nesse contexto, a carência desses profissionais está atrelada as dificuldades do próprio curso de formação, em virtude dos 6 anos como estudante em tempo integral, o que o torna um curso elitista. Na realidade social brasileira, jovens que possuem interesse pelo curso são privados por não terem condições de se manterem na graduação, pois, em muitos casos, suas famílias dependem de auxílios e por isso acabam trabalhando para ajudar em casa resultando na desistência do indivíduo que poderia ajudar as pessoas que precisam.
Infere-se, portanto, que os problemas do Sistema Único de Saúde são um empecilho para os direitos constitucionais do cidadão na medida em que não conseguem oferecer o básico para atender as necessidades do ser humano. Sendo assim, cabe ao Estado, na figura do Poder Legislativo, instituir leis de tipificação social que obrigue os representantes da nação, como prefeitos e governadores, a investirem nas estruturas hospitalares, na compra de equipamentos adequados e em locais mais acessíveis, além de oferecer maiores oportunidades no ingresso do curso para formação de mais médicos para os jovens de baixa condição socioeconômica, juntamente com os setores privados, para então proporcionar melhores condições de vida para o cidadão brasileiro. Assim, o Brasil tornar-se-á um país que com princípios baseados na máxima do pensador Aristóteles.
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