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Os desafios para manter um sistema de saúde público no Brasil
Na obra "A República", Plantão expõe, mediante a Alegoria da Caverna, que os seres humanos estão condicionados a manter-se na zona de conforto e, infelizmente, a verdade é ofuscada pela ignorância. Hoje, essa teoria do filósofo é análoga aos desafios enfrentados na permanência do sistema de saúde pública do Brasil que, aparentemente, estão ocultos aos olhos da sociedade. À vista disso, observa-se que essas adversidades são causadas pela falta de investimentos em infraestrutura e pelo pouco número de profissionais.
Em primeira análise, a ausência de verba direcionada do governo para a saúde dificulta a manutenção desse direito primordial. Há de se considerar, consoante Aristóteles que a política deveria promover a justiça social, isto é, o Estado é responsável por garantir o bem-estar de todos os indivíduos. Entretanto, observa-se que esse fundamento aristotélico permanece no âmbito da metafísica e, por conseguinte, não é praticado. Prova disso são os casos de falta de equipamentos, remédios e até salas de atendimento ao paciente, fato que ocorre por todo o território nacional. Dessa maneira, nota-se a ineficácia das gestões governamentais em relação à saúde pública, as quais deveriam assegurar os direitos previstos pela Constituição Cidadã de 1988.
Em segundo plano, é notório que a atual quantidade de médicos e enfermeiros não são o suficiente para atender toda a população. Assim, ao examinar a Pirâmide das Necessidades Básicas Humanas, do psicólogo Abraham Maslow, um bom tratamento físico e psicológico são as bases da condição de existência do homem. Todavia, essas necessidades básicas não são atendidas no país, em sua totalidade, devido à escassez de especialistas das ciências biológicas nos hospitais. Um exemplo disso são os relatos de pessoas, as quais esperam muitas horas nos corredores dos prédios públicos para serem atendidas. Dessa forma, para a satisfazer as expectativas da sociedade é fundamental a abertura de novas faculdades para habilitar mais cidadãos nesse ramo laboral, o qual, ainda, é deficitário.
Convém, portanto, a atuação do Poder Executivo Federal no direcionamento de dinheiro para o setor da saúde, por meio dos recursos advindos dos impostos federais, que elevem a qualidade dos hospitais regionais e do Sistema Único de Saúde. Ademais, o objetivo dessa ação será o de aumentar a eficiência do atendimento dos pacientes, bem como, dar um diagnóstico mais rápido ao indivíduo, sendo que no Brasil, essa situação leva meses. Assim, o problema oculto descrito por Platão não estará mais ofuscado diante os olhos da sociedade.
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