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Os desafios dos atletas paraolímpicos no Brasil

As Olimpíadas Antigas foram competições disputadas pelos atletas das cidades-Estado que formavam a Grécia Antiga, somente homens que falassem a língua grega podiam participar. Atualmente, as Olimpíadas foram evoluindo ao decorrer dos anos e são bastante competidas por todos, sem restrições, o que propiciou o surgimento das Paralimpíadas – competições mundialmente reconhecidas, envolvendo pessoas com deficiências. Entretanto, tais eventos enfrentam dificuldades para permanecerem em funcionamento devido à persistência de discriminações em relação aos participantes dessa modalidade e aos desafios dos atletas paraolímpicos de obterem financiamentos esportivos, tornando, assim, essa problemática alvo de debate na sociedade brasileira.


Em primeiro lugar, sabe-se que a Constituição Federal de 1988 garante a população o direito de liberdade, segurança, saúde, bem como ao bem-estar social. Todavia, essas diretrizes não são cumpridas, e isso corre pela permanência do preconceito na sociedade, a exemplo com pessoas que possuem deficiências, seja física ou sensorial, que são vítimas de bullying com apelidos pejorativos. Tendo isso em vista, é notório que as Paralimpíadas é uma chance de pessoas que lidam com a discriminação no cotidiano de mostrarem a sua força e ter reconhecimento a partir disso, além de desconstruir estereótipos ligados à deficiência, pois, muitos julgam que seja sinônimo de incapacidade.


Outrossim, a falta de investimentos e financiamentos nos Jogos Paraolímpicos e nos atletas evidenciam a negligência dos órgãos governamentais para com esses eventos. Segundo Émile Durkheim, a solidariedade entre os homens seria a chave para a construção da sociedade e a obtenção do consenso e da ordem social. Nesse sentido, a ausência de patrocinadores no meio desportivo das Paraolimpíadas faz com que grandes atletas percam oportunidades valiosas, pela falta de dinheiro para se estabelecerem nos locais onde ocorre os jogos e para a manutenção de necessidades básicas, como a alimentação. Dessa forma, é indubitável que a solidariedade da população com auxílios e patrocínios proporcionaria melhorias nos eventos paraolímpicos.


Portanto, os desafios dos atletas paraolímpicos no Brasil dificulta a preparação e a manutenção dos jogos. Sendo assim, o Ministério da Cidadania, juntamente com o Comitê Paralímpico Brasileiro, deverão criar fundos orçamentários de esportes para agregar rendas aos eventos, com auxílios mensais aos jogadores, a fim de que tenham condições de participarem, divulgando esse projeto por meio das redes televisivas para que mais pessoas possam ajudar, além de incluir campanhas conscientizadoras sobre os preconceitos contra as pessoas deficientes. Logo, medidas como essa servirão para ampliar os jogos paraolímpicos, evitando que assim a sociedade seja excludente como era as Olimpíadas Antigas, tornando-a mais inclusiva e igualitária.

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