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Os desafios dos atletas paraolímpicos no Brasil

   Pela Constituição Federal, a Lei Brasileira de Inclusão de Pessoas com deficiência deve assegurar e promover, igualitariamente, os direitos e liberdades fundamentais a qualquer cidadão, visando sua inclusão social e cidadania. No entanto, infelizmente, ainda há muito preconceito acerca dos deficientes em qualquer âmbito social, sobretudo no esporte. Diante disso, é necessário voltar a atenção para os atletas paraolímpicos e os desafios por eles encontrados em uma sociedade excludente, vazia de valores e princípios.


  Em primeira análise, os portadores de alguma deficiência são considerados por muitos como pessoas incapazes, fadadas ao estado de inércia e coitadismo. Em contrapartida, o Brasil tem crescido como potência paraolímpica, alcançando 72 medalhas nos jogos Rio 2016. Partindo desse princípio, o esporte traz visibilidade para esse grupo minoritário que por muito tempo ficou às margens do meio social, além de representatividade para os deficientes, os quais podem se sentir representados e motivados pelos atletas. Sobre essa perspectiva, segundo o filósofo Nick Couldry, a igualdade só será alcançada quando a banalidade da voz for aniquilada. Assim sendo, é necessário ouvir as várias vozes que compõem a polifonia da vida humana, uma vez que, quando a voz dos paraolímpicos vira grito, ecoa e ultrapassa os limites impostos pelo preconceito.


   Diante dessa realidade, além de lidar com os obstáculos da própria deficiência, os atletas brasileiros ainda enfrentam péssimas condições de infraestrutura. Nesse cenário, esses encontram locais despreparados para atendê-los, sem centros de treinamento qualificados, ou profissionais aptos para assisti-los. Nesse sentido, quando o filósofo Habermas afirma que incluir o outro não é apenas trazer para perto, mas criar oportunidades que lhe garantam autonomia, tornando-os cidadãos de fato, pressupõem-se que é necessário políticas públicas que invistam nos atletas paraolímpicos, permitindo que esses superem as suas limitações individuais e por causa do esporte, tenham uma vida normal, quebrando o preconceito enraizado socialmente.


  Portanto, faz-se imprescindível que as mídias- veículos com potencial de persuasão e informação- promovam constantes programas de grande audiência que mostrem as dificuldades encontradas pelos atletas paraolímpicos. Por meio de depoimentos e palestras, acerca da importância do esporte na transformação da vida de portadores de alguma deficiência. Assim, os preconceitos e tabus que envolvem essa temática serão rompidos e os atletas possam ser sinônimo de força e motivação para quem sofre os desafios das limitações.

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