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Os desafios dos atletas paraolímpicos no Brasil

     Consoante a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 217, compete ao Estado fomentar e efetivar as práticas desportivas no país. No Entanto, quando se observam as dificuldades enfrentadas por atletas paraolímpicos, no Brasil, atualmente, nota-se que, em razão dos baixos investimentos governamentais e da mercantilização do esporte, existem determinadas adversidades que precisam ser superadas à efetivação do esporte adaptado, fato que, por sua vez, evidencia a não garantia de um direito previsto na Carta Magna brasileira.


     A princípio, cabe pontuar que a inércia estatal, no que tange à ampliação dos investimentos direcionados ao esporte paraolímpico, é uma das principais responsáveis pela manutenção dos empecilhos existentes nas trajetórias dos atletas nacionais, haja vista que a ausência de centros de treinamento adequados e os baixos valores de auxílios financeiros fazem parte da realidade enfrentada por essas pessoas. Desse modo, é possível verificar a inoperância do Estado acerca dessa questão, verdade essa que ratifica o não cumprimento de um dever previsto na Carta Maior nacional e que, por outro lado, expõe a necessidade de, mediante políticas públicas, mudar essa conjuntura.


     Além disso, convém frisar que a falta de visibilidade também colabora com as dificuldades na carreira de um atleta paraolímpico no país, uma vez que os investimentos do capital privado, no âmbito esportivo, são intrinsecamente ligados à exposição midiática. Nesse sentido, vale ressaltar os impactos da indústria cultural – conceito externado, de início, por Adorno e Horkheimer – no que se refere aos esportes adaptados, posto que a mercantilização das práticas esportivas possui relação direta com a marginalização e à supervalorização de determinadas modalidades, em virtude de uma maior exposição midiática de certos esportes mais populares, com o objetivo estritamente financeiro. Dessa forma, depreende-se que, além do aumento de investimentos por parte do governo, é indispensável possibilitar o apoio das grandes mídias para a efetivação do esporte paraolímpico brasileiro.


     Logo, a partir dos argumentos mencionados, é imprescindível que o Ministério da Cidadania – atual responsável pela pasta do esporte – crie projetos que visem mitigar essa problemática. Com base nessa premissa, além de aumentar os investimentos financeiros voltados à infraestrutura de centros de treinamento e à renda dos atletas paraolímpicos, é primordial que, por intermédio de parcerias com a iniciativa privada do âmbito midiático, ocorra uma maior divulgação do esporte adaptado, a fim de aumentar sua visibilidade e torná-lo mais popular, para que, então, possa receber um maior apoio de empresas nacionais e internacionais e, com isso, superar os seus desafios inerentes. Tudo isso com o propósito de que o tecido social, enfim, se beneficie de um direito constitucional e indispensável à vida de muitos brasileiros – a garantia das práticas desportivas em meio social.   

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