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Os desafios da sexualidade na adolescência

Em meados do século passado, o escritor austríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido à perseguição nazista na Europa. Bem recebido e impressionado com o potencial da nova casa, Zweig escreveu um livro cujo título é até hoje repetido: "Brasil, país do futuro?. Entretanto, quando se observa os empecilhos da sexualidade, percebe-se que a profecia não saiu do papel. Nesse sentido, é preciso entender suas verdadeiras causas para solucionar esse problema.
No entanto, o sociólogo Zygmunt Bauman defende, na obra "Modernidade Líquida?, que o individualismo é uma das principais características e o maior conflito da pós-modernidade, e, consequentemente, parcela da sociedade tende a ser incapaz de admitir contestações. Todavia, esse problema assume contornos específicos no país, onde, apesar do multiculturalismo, há quem exija do outro a mesma postura e seja intolerante àqueles que dela divergem. Nesse sentido, um caminho possível para combater esse desafio é descontruir o principal problema da pós-modernidade: o individualismo.
A princípio, é possível perceber que essa circunstância se deve a questões políticas-sociais. Todavia, isso se deve ao fato de que, a partir da impunidade em analogia a atos que manifestem discriminação da ciência, o seu combate é minimizado e subaproveitado, já que não há interferência para mudar tal situação. Dessa forma, de acordo com Kátia Teixeira, psicóloga na clínica EDAC, de São Paulo, diz que os pais precisam entender que evitar de falar sobre atos sexuais com seus filhos, os mesmos não irão ter contato com o tema, porém, conversa a respeito do próprio, possibilita que o jovem tenha uma tomada de decisão consciente.
Diante do exposto, é dever fundamental do Estado, conforme dispõe o artigo 5º da Constituição Federal, assegurar a liberdade de credo a todos os cidadãos. Sob essa perspectiva, é necessária a efetivação da legislação já existente, por meio do cumprimento da pena pelos réus. Ademais, cabe aos Ministério da Educação, propiciar projetos nas instituições de ensino com praticidade, deliberando em debates esclarecedores, por meio de depoimento de pessoas envolvidas com o tema, para que a sociedade, não seja complacente com a cultura de estereótipos difundidos socialmente. Ademais, cabe à mídia, exímia formadora de opinião, noticiar devidamente os ubíquos crimes de intolerância, visando a mobilizar a população brasileira no sentido de, enfim, concretizar o princípio de laicidade do Estado.
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