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Os desafios da sexualidade na adolescência

Educação, a luz que desmistifica a sexualidade

A sexualidade já era discutida desde a Grécia antiga, anterior ao Império Romano, em que jovens eram introduzidos a vida sexual por volta de seus 14 anos de idade de forma natural. A discussão desse termo, hoje, ainda faz-se um "tabu" na população brasileira e, isso, acarreta problemas que poderiam ser evitados, como o preconceito, a gravidez na adolescência e a contaminação por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

O fato de as famílias brasileiras não dialogarem com seus filhos sobre sexualidade, se deve a formação cultural da população, em que a Religião tem uma soberania na formação de opinião e tem um grande poder coercitivo sobre a sociedade, como já dizia Durkheim.
Essa trata o assunto de forma estigmática, da maneira que falar sobre sexualidade e gênero pode resultar no incentivo à vida sexual, que para a Igreja é uma abominação, pois prega a castidade. Contudo, a desconstrução do pensamento é necessário para que os jovens tratem a sexualidade de forma natural, uma vez que, ela é inata ao homem.

Por conseguinte, a problematização de sexualidade deveria ser obrigatório nas escolas, pois como já dizia Judith Butler, é importante desmistificar o gênero, que não está ligado ao sexo, já que o primeiro dita sobre a condição que o indivíduo se indentifica e, o segundo, sobre a natureza biológica, que nem sempre condiz como o ser humano se apresenta. Logo, tratar tais questões na educação podem levar a redução do preconceito, contudo, o governo conservador, composto por uma bancada religiosa, se opõe à discussão de gênero e sexualidade nas Instituições de Ensino do segundo grau.

Nesse parâmetro, a introdução do assunto exposto, na família brasileira, é capaz de evitar a gravidez na adolescência e, também, previnir que adolescente contraiam DSTs, pois a falta de informação começa dentro do lar e, a educação deve iniciar em casa, embora, o conservadorismo da sociedade interfira no sucesso da desmistificação da sexualidade.

Tratar o termo sexualidade naturalmente na população, portanto, é o desafio do Brasil. E para que isso aconteça, deve-se incorporar a disciplina de Cidadania na matriz curricular, pois assim, assuntos como gênero e sexualidade serão discutidos nas escolas, também deve-se promover palestras no ambiente educacional para os pais dos estudantes, para que esses dêem suporte dentro de suas casas aos seus filhos, sobre o assunto. O Ministério da Educação deve capacitar e contratar profissionais adequados para o trabalho, também pode haver a participação de Organizações Não Governamentais (ONGs) que se disponham em dar atendimento à adolescente que estão em fase de autoconhecimento sexual, trabalhando com psicólogos a identidade de gênero. Dessa forma, pode-se observar que a educação é a base capaz de transformar a sociedade brasileira em cidadãos conscientes, que tratem a sexualidade com naturalidade. Como já dizia Platão, " o ser humano é aquilo que a educação faz dele".
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