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Os desafios da Educação Inclusiva no Brasil

    Segundo Paulo Freire, patrono da educação brasileira, “o ensino regular nasce da necessidade de inclusão de um indivíduo em uma sociedade”, logo, todo e qualquer ensino deve ser construído sobre bases inclusivas independentemente de sua esfera social. Nesse sentido, observa-se que a educação pública no Brasil é extremamente deficitária, pois, além das enormes disparidades do extrato social no que diz respeito à distribuição de renda e oportunidades, há um pensamento coletivo de inferiorização de pessoas deficientes ou com necessidades especiais, classificando-as, quase sempre, como incapazes e diferentes. Com isso, surge a problemática da construção de uma educação inclusiva e efetiva no país. Fato que se configura como um grave problema social.

    É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo Aristóteles, “a política deve ser aplicada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade”. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, apesar da Constituição Federal garantir o acesso pleno à educação a todo e qualquer cidadão, não há esforços governamentais para a construção de um sistema educacional de qualidade e inclusivo. Haja vista que o cenário sociopolítico do país foi historicamente construído sobre bases corruptivas e individualistas. Sendo assim, urge a necessidade de uma mudança efetiva na mentalidade social, para que a lei alcance a todos de forma plena e não somente aqueles que a fazem.

    Por conseguinte, convém ressaltar que devido à má formação educacional da maioria dos brasileiros, há um consenso coletivo que inferioriza, ou até mesmo marginaliza os que necessitam de atenção básica especial. Desta forma, as políticas governamentais a respeito da educação refletem os anseios de uma maioria coletiva; uma vez que boa parte da população não exige uma educação inclusiva por não necessitar dela. Isso, consoante ao pensamento de Schopenhauer de que os limites do campo da visão de uma sociedade determinam suas ações, ocorre porque a mentalidade social é essencialmente capitalista e excludente.

    Portanto, diante dos fatos supracitados, é imprescindível que o Estado, por seu caráter socializante e abarcativo, destine maiores investimentos para a contratação, capacitação e treinamento de profissionais especialistas em educação inclusiva, como professores de libras, braille e acompanhantes de quaisquer outras necessidades especiais. Além disso, deve, por meio do MEC (Ministério da Educação), criar campanhas publicitárias para a TV e redes sociais que visem uma reeducação do pensamento social a respeito do tema, usando como modelos de campanha alunos deficientes e não deficientes junto com seus pais, professores e familiares. Somente assim, investindo em capacitação, estrutura e conscientização, construir-se-á um Brasil mais justo e inclusivo. 

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