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Os desafios da Educação Inclusiva no Brasil
A Lei de Diretrizes e Bases, que regulamenta a educação brasileira, idealizada primeiramente em 1934, aponta para a necessidade da existência de uma educação inclusiva, abrangendo as distinções e individualidades de cada educando. Neste ínterim, apesar de diversos avanços terem sido alcançados, ainda coexiste, na educação brasileira, a exclusão educacional, baseada em critério físicos, intelectuais ou sociais, tornando necessária a tomada de medidas para solucionar o impasse.
Em primeiro lugar, é fundamental ressaltar que as distinções genotípicas e fenotípicas dos indivíduos tornam-se um critério de diferenciação, e não de inclusão. Indubitavelmente, pessoas portadoras de deficiências ou síndromes congênitas sofrem com a ausência total ou parcial de uma rede de apoio, além de profissionais qualificados e instruídos a atenderem suas necessidades específicas. De acordo com Pierre Bordieu, a violação dos direitos humanos não consiste somente no embate físico, o desrespeito está, sobretudo, na perpetuação de preconceitos que atentam contra a dignidade da pessoa humana ou de um grupo social. Analogamente, é notório que, a segregação sofrida por pessoas portadores de necessidades especiais torna-se um fatos que maximiza a evasão escolar, por conta do descaso para com a pluralidade intrínseca à sociedade, afetando, inclusive, a saúde mental e psicológica dos envolvidos.
Em segundo lugar, é válido salientar que, na gênese da problemática está a precária infraestrutura encontrada nos ambientes educacionais. Outrossim, tal fato torna-se um fator limitante para as pessoas portadoras de deficiências, principalmente físicas, restringindo e cerceando o total proveito do ambiente escolar por parte do educando. Ademais, o despreparo dos educadores e a inexistência de ferramentas que permitam o enquadramento dos mais diversos indivíduos corrobora que, apesar de prevista na Constituição de 1988, a inclusão ainda não é totalmente aplicada nos ambientes escolares brasileiros.
Diante dos argumentos supracitados, medidas tornam-se necessárias a fim do solucionar o impasse, através de um tripé de ações adotadas de maneira simultânea. O Governo, em parceria com o Ministério da Educação, deverá promover uma reforma ampla na gestão escolar, através da criação de um programa que atente no preparo dos educadores no que tange às limitações físcias e intelectuais; o Ministério da Cultura, em âmbito regional e nacional, criar programas de atividades extracurriculares que englobem todos os indivíduos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem, contribuindo, assim, para o processo de inclusão escolar; e, por fim, a mídia, através de ficções engajadas, deverá conscientizar a população em geral acerca da problemática, cumprindo, assim, seu importante papel social. Dessa forma, a sociedade alcançará sua base, a justiça, como defendia Aristóteles.
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