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Os desafios da alimentação escolar no Brasil

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), criado em 1955 pelo Governo Federal, tem como objetivo garantir as necessidades, bem como a educação nutricional dos estudantes. Apesar de avanços significativos obtidos pelo projeto, o Brasil ainda enfrenta sérios empecilhos quanto à consolidação de práticas alimentares saudáveis nas escolas. Tal conjuntura ocorre não só devido à reduzida instrução concedida por essas instituições acerca do tema, como também pela insuficiente atuação familiar.



A priori, é lícito salientar que a pequena orientação, nos colégios, a respeito da importância da prática alimentar salutar configura um impasse para efetivação de ações desenvolvidas pelo PNAE. Isso acontece porque os alunos não são estimulados a refletir sobre a necessidade e os benefícios de ingerir os alimentos ofertados pelas escolas, tais como o desenvolvimento físico, cognitivo, além de social desses jovens. Nesse viés, o filósofo brasileiro Paulo Freire afirma que a educação se mostra como vetor de mudanças nos âmbito social, sendo, dessa forma, essencial para disseminar ações que favoreçam o bem estar da sociedade. Com base nisso, é possível perceber que alterações na postura escolar com relação à abordagem do tema torna-se imprescindível.



Outrossim, vale pontuar que a limitada participação familiar na conscientização e no incentivo a bons hábitos nutricionais corroboram o problema. Nessa perspectiva, as crianças, acostumadas com alimentos industrializados na maioria das vezes oferecidos pelos próprios pais, não desejam àqueles disponibilizados pelos colégios. Prova disso é que, conforme o jornal G1, a merenda saudável está apresentando alto grau de resistência pelos estudantes, os quais demonstram já não estarem adaptados a comidas mais sadias desde a esfera doméstica. Vê-se, portanto, que o lar deve se tornar um espaço de consciência e comprometimento em fomentar a reeducação nutricional.



Em suma, os desafios da alimentação escolar no Brasil são dilemas sociais que afligem a sociedade e precisam ser enfrentados. Para tanto, O Ministério da Educação deve promover a discussão, em salas de aula, acerca da importância da ingestão de comidas sadias ofertadas, bem como as vantagens dessa conduta, mediante debates e jogos socioeducativos, com a participação de especialistas no assunto, a fim de estimular a reflexão e mudanças nos hábitos alimentares das crianças e jovens. Paralelamente, cabe também aos pais reeducar a nutrição dos filhos, por meio da introdução de pratos mais saudáveis no cardápio da família e do diálogo sobre o tema, com o intuito de instigar a adaptação às comidas mais benéficas. Assim, a sociedade brasileira poderá, por fim, combater esses obstáculos.

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