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Obsolescência programada


Após a decadência do fordismo, o toyotismo emergiu como principal modelo de produção mundial e buscava maneiras de incentivar o consumo e aumentar a lucratividade. Uma dessas maneiras foi estabelecer um período de tempo para que o produto se tornasse ultrapassado ou não funcional, a chamada obsolecência programada. Contudo, tal estratégia traz problemas ao indivíduo, pois promove o consumismo desenfreado e acentua a desigualdade social.


É notório que a rotatividade de produtos, sobretudo eletrônicos, gerada pela obsolecência programada incentiva demasiadamente o consumismo inconsciente. afirmava Karl Marx, filósofo alemão do século XIX, que o estímulo ao consumo tornou-se fator primordial para a manutenção do capitalismo. Então, para que esse incentivo ocorresse constrói-se o fetiche pela mercadoria, a ilusão de que a felicidade seria alcançada com a compra do produto. Dessa maneira, sustentados por esse fetichismo e pela baixa expectativa de vida dos produtos os indivíduos encontram-se imersos em um ciclo de consumo sem fim que os torna cada vez mais superficiais.


Também é importante destacar o papel da obsolecência programada na superficialização da sociedade e na acentuação das desigualdades sociais, uma vez que a aquisição de bens tornou-se um padrão para a inclusão do indivíduo em qualquer grupo social. Contudo, tais aquisições são dificultadas para o cidadão comum, pois esse ganha pouco. Por conseguinte o cidadão é inserido em um impasse: ser excluído ou endividar-se. Além disso nota-se que o consumo e o lucro são valorizados demasiadamente em detrimento de valores humanos essênciais, resultando em uma sociedade frágil e rasa como tratava o sociólogo polônes Zygmunt Bauman em sua obra modernidade líquida.


Fica evidente, portanto, que a obsolecência programada traz prejuízos reais que precisam ser revertidos. Logo, é necessário que o governo extingua ou atenue os "prazos de validade"de produtos eletrônicos por meio de medidas para regulamentação de dispositivos a fim de proporcionar as mesmas condições de inclusão a todas as pessoas. Já as escolas devem promover palestras educativas sobre tecnologia e consumo a fim de evitar a dependência tecnológica e criar consumidores mais críticos.
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