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Obsolescência programada

No limiar do século XXI, comenta-se com frequência a respeito da obsolescência programada. Não obstante, a sociedade demonstra uma despreocupação quanto a isso. Hodiernamente, é indiscutível que a falta de conscientização por parte do governo agrava o problema, e a persistência da temática põe em risco o corpo social. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados, como a ausência de atuação do governo e a desatenção da sociedade.


Em primeira análise, é mister que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema, devido à imprudência do Estado que não investe em fiscalizações no mercado consumidor e, por efeito, a sociedade está diante de objetos de consumo defeituosos- com isso- incentiva a população a comprar mais. Para o escritor estadunidense Philip Crosby, a lentidão para mudar normalmente significa medo do novo. Por esse motivo, é inquestionável que a demora para deliberação do problema agravou o consumismo, em virtude da obsolescência programada. Todavia o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor está desatento ao mercado consumista do Brasil, e não atua na temática, em consequência disso, a sociedade está presa ao consumo.


Em segunda análise, convém ressaltar que não só parte do corpo social não tem conhecimento dos objetos que compra, devido à falta de avisos que o governo deve prestar à sociedade, mas também a despreocupação da população tende a contribuir para a compra de objetos defeituosos. Na filosofia grega, o filósofo Aristóteles deixou claro que a ética é o bem-estar pessoal. De maneira análoga, percebe-se que o conceito abordado não se concretiza na contemporaneidade brasileira, uma vez que a sociedade gasta descontroladamente e compra objetos "quebrados". É notório que, sem a consciência, os brasileiros são um objeto de consumo para o mercado, haja vista que os produtos mais caros são os mais procurados.


Impende, portanto, que o Estado em parceria com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor devem, por intermédio de verbas governamentais, instituir investimentos em fiscalizações nas importações desses produtos, com profissionais especializados em obsolescência programada, para fiscalizar e bloquear essa importação de objetos defeituosos, como também punir as empresas que utilizam tal estratégia, através de multas e aumento na cobrança de impostos e solicitar melhorias no desenvolvimento dos produtos, com o fim de que o corpo social se desprenda do consumo exacerbado e, por sua vez, adquiram produtos de qualidade e duradouro. Assim, a realidade das sombras de Platão se concretiza apenas na teoria e não desejavelmente na prática.

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