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Obsolescência programada

Na década de 1970, após a entrada de competidores japoneses no cenário automobilístico o Fordismo e a produção em massa entravam em crise, sendo assim gradativamente substituídos pelo modelo de produção do toyotismo o qual entre outras características, teria como essência a obsolescência programada, que ainda hoje vem sendo utilizada em larga escala por nossas empresas, acarretando em consequências que devem ser analisadas e solucionadas.


Em primeiro lugar, para um melhor entendimento da temática, é fundamental que se exponha o modo como essa questão funciona. Podendo ser observados em casos cotidianos como os corriqueiros novos lançamentos dos smartphones das mais variadas marcas, a obsolescência programa pode funcionar de duas formas principais. A primeira versando sobre defeitos premeditados, que tornem o uso do aparelho frustrante ou até mesmo inviável, obrigando o consumidor a adquirir uma nova mercadoria. A segunda por sua vez, gira em torno do lançamento e atualização de sistema e aplicativos fundamentais, que não contemplem produtos mais antigos, e assim comprometam sua utilização plena, o que estimulado pelas propagandas de massa, faz com que única solução encontrada pelos consumidores seja a aquisição de um novo aparelho.


Ademais, é necessário avaliar os principais resultados que o contexto apresentado nos impõe. Sendo o objetivo das empresas em sua maioria, o mais evidente resultado dessa situação é com toda certeza o alto nível de consumismo que a sociedade passa a praticar, o qual, embora gere, de forma inegável, a promoção de empregos e aumento na economia, acaba também por gerar danos imensuráveis ao meio ambiente, na medida em que suas matérias primas requerem processos altamente danosos a natureza, a exemplo do alumínio que é amplamente usado, e para cada tonelada produzida precisa se de quatro de bauxitas, que por sua vez geram 12 toneladas de lama vermelha, que é tóxica. A liado a isso temos também os problemas sociais, como a exclusão digital no qual a pessoa se vê praticamente alheia aos acontecimentos do mundo, na medida em que não acompanha os novos lançamentos.


Fica claro, portanto, que a obsolescência programada é algo real, e tem resultados que devem ser resolvidos. Para isso, o papel da mídia em quanto formadora de opinião, juntamente com o apoio de ONGS como o greenpeace abordem o tema, ressaltando seus aspectos nocivos a sociedade como um todo, gerando assim uma população mais ciente, que por sua vez venha a cobrar de seus governantes, uma legislação mais dura contra tais práticas efetuadas por empresas, visando o desestímulo dessas ações. Aliado a isso, os cidadãos podem cada vez mais, em quanto consumidores, cobrarem qualidade de suas empresas, na medida em que optem cada vez mais por produtos que possuam uma maior vida útil. Só assim poderemos de fato, combater os efeitos da ganância humana.

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