ENTRAR NA PLATAFORMA
O streaming e a revolução no consumo de mídias

Em meados do século XX até a contemporaneidade, ocorreu um fenômeno denominado "Revolução Técnico-Científica", pelo geógrafo brasileiro Milton Santos. Logo, tal período é marcado pelo grande incremento da tecnologia junto à evolução do computador e da Internet, principalmente, alterando de uma vez por todas as relações humanas. Nesse mesmo âmbito, surgem aparelhos mais modernos, como os tablets e smartphones, e posteriormente as plataformas de streaming (transmissão, em português) que modificaram por completo o consumo de mídias, seja pela obsolescência de outros meios de comunicação, seja pelo estímulo ao consumismo.


Seguindo esse raciocínio, a primeira problemática a ser ressaltada é a obsolescência de outros meios de comunicação, já que novos eletrônicos têm ganhado cada vez mais espaço no cenário atual. Todavia, isso se deve ao novo modelo de consumo de mídias, pois as plataformas que oferecem serviço de streaming geralmente podem ser acessadas do smartphone, tablet ou computador, e o valor da assinatura é irrisório, se comparado com os serviços de TV a cabo oferecido pelas operadoras. Dessa maneira, há um grande número de usuários que acabam optando pela primeira opção, principalmente pelo fato de terem um catálogo específico e atualizado à sua disposição de acordo com as suas preferências, como é a proposta do Spotify e da Netflix, por exemplo. No entanto, há efeitos colaterais implíticos em tal questão, como a falta de senso crítico e falsa liberdade de escolha, já que os catálogos digitais tem sempre sugestões para os usuários, facilitando um comportamento induzido, além da alienação cultural, já que a indústria se prende a um padrão de consumo, produzindo um efeito manada na sociedade.


Nessa perspectiva, é passível de discussão a questão do estímulo ao consumismo, pois as grandes empresas que atuam nesse segmento tem o lucro como finalidade primordial. Sendo assim, é possível fazer uma analogia aos fatos sociais definidos por Émile Durkheim, levando-se em consideração a coercitividade e exterioridade sobre a população. Diante disso, o número de assinantes cresce exponencialmente nos aplicativos oferecidos por tais empresas e estas passam a lançar produtos cada vez mais atraentes visando públicos específicos e obejtivando maximizar os lucros. Nesse caso, um bom exemplo são os aplicativos de streaming lançados pela Rede Globo, como o Globosat e o Globoplay. Paralelamente, o produto final é a banalização do consumo aliado à analfabetização financeira, já que as pessoas tendem a assinar cada vez mais plataformas de acordo com os seus interesses pessoais.


Dado o exposto, medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Por isso, o Ministério da Educação deverá implementar propostas pedagógicas acerca do tema em instituições de ensino públicas e privadas, contando com o apoio de professores, pedagogos e colaboradores, a fim de promover discussões e debates que possam estimular o senso crítico dos alunos e promover atitudes mais conscientes, tornando-os sujeitos mais ativos e menos alienados. Ademais, o mesmo Ministério será responsável por alertar sobre os riscos e efeitos colaterais do consumismo sobre a sociedade, além de fornecer um material gratuito e específico de educação financeira, elaborado por especialistas, para todos os jovens e crianças a fim de torná-los cidadãos melhores e consumidores conscientes. Enfim, o Brasil atingiria o pleno progresso estampado no centro da bandeira nacional, transformado ainda a realidade do país no que diz respeito à revolução do streaming e o consumo de mídias, inteiramente ligada à Revolução Técnico-Cientifíca.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde