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O streaming e a revolução no consumo de mídias


Segundo Émille Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar dotada de generalidade, coercitividade e exterioridade. Sendo assim, há uma tendência quase natural de influência na sociedade transformando indivíduos pensantes em meros influenciados. Analogamente, com o acesso à tecnologia hodierna dos streamings (meio conteudista de acesso a filmes, séries e outras programações sem necessário efetuar o download) mais e mais pessoas tem sido levadas a consumirem esse recurso de entretenimento, esquecendo que essa revolução provoca vícios instantâneos e alienação intelectual. Constatado o imbróglio, o que fazer?


De início, pode-se citar, primordialmente, o quão prejudicial o consumo excessivo de streamings pode ter à saúde. Um estudo realizado pela Universidade de Swansea, Grã-Bretanha, afirmou que pessoas viciadas na internet podem apresentar quadro de depressão, abstinência e sinais de autismo. Dessa forma, é evidente que essa era revolucionária de consumo demasiado dos streamings deve ser pautada em equilíbrio e em atividades saudáveis que resultem em benefícios para o corpo.


Outrossim, destaca-se como revés a quase total ausência de indivíduos que frequentam locais que os incentivem a buscar por cultura visual e leitura de livros. Albert Einstein em um dos seus escritos disse que cidadãos que leem demais e usam o cérebro de menos adquirem preguiça de pensar. Semelhantemente, a realidade de muitos usuários tem sido essa: leem revistas e escritos que não trazem nenhum conhecimento efetivo. Assim, abster-se de notícias que não acrescentarão em nada é o melhor modo de iniciar uma culturalização enraizada em intelectualidade e não em superficialidade.


Urge, portanto, que hajam intervenções público-privadas para incentivo do equilíbrio frente aos streamings. Primeiramente, o Poder Público aliado a empresas privadas audiovisuais, devem, por meio de apoio tecnológico de ponta, estipular uma média de tempo de acesso dos usuários às redes de streamings objetivando podar o excesso e colaborar para a saúde dos internautas. Ademais, faz-se eficaz que haja incentivo das redes televisivas de comunicação à leitura de livros e entretenimento intelectual através de mais propagandas e distribuição de cartilhas, a fim de reduzir índices negativos que o excesso da internet traz e aumentar influências pautadas no progresso do pensamento social.

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