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O streaming e a revolução no consumo de mídias

A atual fase do capitalismo, Capitalismo Informacional e Financeiro, estimula empresas a procurarem meios para aumentarem o consumo, principalmente utilizando-se de serviços on-line. Dentre eles, destaca-se os serviços de streaming: nova tecnologia de transmissão de dados, principalmente filmes e músicas, através de conexões de banda larga - internet-. Nesse viés, duas considerações devem ser expostas: as vantagens e desvantagens dessa tecnologia.


A priori, é imperioso apontar os serviços de streaming como meios de aumentar o acesso a conteúdos educativos. Nessa lógica, a Netflix, que lidera a circulação de informações global, é uma ótima ferramenta auxiliadora, pois nessa plataforma há filmes, séries e documentários que tratam de assuntos estigmatizados, como a sexualidade. Destaca-se, por exemplo, o seriado "Sex Education", no qual retrata tópicos como sexo e preservativos. Logo, como esses temas são tabus entre as famílias, elas acabam não estabelecem diálogos com os adolescentes, mas esse streaming educa de forma didática e engraçada os usuários- que são maioria jovens-.


Outrossim, é preciso abordar sobre as desvantagens. Sobre esse viés, quando os indivíduos assinam um desses serviços on-line, seus dados são manipulados pela empresa e um perfil de consumidor é criado, objetivando oferecer-lhes mais conteúdos e assim lucrar mais. Dessa forma, o consumismo aumenta e mostra-se como o principal problema dos streamings, que manipulam e influenciam os indivíduos a consumirem conteúdos de interesses próprios. Logo, a ideia de Jean Paul Sartre de que o homem é condenado a ser livre tem sua concretização.


Portanto, urge a necessidade de diminuir esse consumismo exacerbado e passar a usar os streamings apenas como meios de entretimentos e de educação. Assim sendo, as famílias devem delimitar o tempo de acesso dos filhos - principalmente os da tenra idade, pois são ingênuos-, a essas plataformas digitais, oferecendo-lhes outros meios de lazer, como viagens, visitas a museus etc. Além de confrontar o consumismo, seria importante as escolas implementarem nos intervalos, debates sobre a importância dos streamings como forma de educação, a fim de influenciar os jovens a consumir, moderadamente, os conteúdos com bases educacionais.

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