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O reflexo da tecnologia no mercado de trabalho e as novas profissões

A partir da Terceira Revolução Industrial iniciada no século XX, houveram mudanças na conjuntura laboral. Nessa perspectiva, a modernização do mercado de trabalho proporcionou reflexos benéficos e maléficos nesse âmbito, onde a modernização trabalhista por meio das novas tecnologias, aliada à falta de qualificação profissional dos indivíduos, corroboram para o paradoxo da Globalização. Assim, é necessário compreender as causas, consequências e possíveis medidas que visam mitigar esse paradigma.



Em primeiro lugar, é imprescindível o entendimento acerca dos principais precursores dessa realidade. Desde do início da Terceira Revolução Industrial, em seguida a Revolução verde - esta última consiste nas iniciativas tecnológicas no âmbito agrícola desde 1950, a fim de intensificar a produção alimentícia - que o meio laboral é atingido pelas novas tecnologias. Indubitavelmente, tal modernização corrobora para uma sociedade mais desenvolvida - tendo em vista que o principal objetivo das novas tecnologias é melhorar as condições de vida. Mas por outro lado, intensifica as desigualdades vigentes, pois a mão de obra está cada vez mais sendo substituída por máquinas, o que aliado à outros aspectos torna-se problemático.



Nesse sentido, à medida em que elas promovem o desenvolvimento tecnológico do trabalho, aliadas à ausência de qualificação por partes dos indivíduos, potencializam esse quadro problemático. Por conseguinte, ocorre o que chama-se de "desemprego estrutural", onde a mão de obra é substituída por máquinas, e os indivíduos veem-se obrigados a buscar novas profissões em detrimento das que antes atuavam. Além disso, esse panorama pode corroborar para as flexibilizações das leis trabalhistas, pois em decorrência da possível escassez de oportunidades, bem como as exigências por melhores qualificações profissionais, os trabalhadores aceitam condições insalubres de trabalho. Diante disso, o pensador sobre a relação da tecnologia e sociedade, Pierre Lévy, evidencia que: "toda a tecnologia cria seus excluídos". Fica claro, portanto, o paradoxo das novas tecnologias no âmbito do trabalho.



Logo, é imprescindível o equilíbrio entre os aspectos positivos e negativos dessa realidade. O Governo Federal em parceria com Empresas Privadas devem, devido a sua relação interdependente economicamente, promover cursos de especialização profissional obrigatória para o indivíduo que está inserido no mercado de trabalho há muitos anos - sobre como as novas tecnologias podem potencializar o seu desenvolvimento como profissional, bem como da empresa - com o intuito de que ele tenha uma melhor qualificação profissional e não torne-se obsoleto diante das mudanças vigentes. Além disso, é necessário que o MEC, incorpore na grade curricular do ensino médio palestras e debates acerca das novas exigências do mercado de trabalho, para que assim os futuros profissionais tenham noção do que o mercado de trabalho espera deles. Dessa forma, será possível mitigar, de maneira gradativa, as consequências negativas das novas tecnologias e usar as positivas para proporcionar um melhor desenvolvimento no meio laboral.

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