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O problema do alcoolismo na sociedade brasileira

            Consoante a Constituição Federal de 1988, todos possuem o direito à vida e à saúde e compete ao Estado garanti-los, mediante políticas sociais efetivas. No entanto, quando se observa o problema do alcoolismo, no Brasil, atualmente, nota-se que, em razão da inoperância governamental, parte significativa da sociedade sofre com as consequências provenientes dessa adversidade, fato que, por sua vez, evidencia a não garantia de direitos previstos na Carta Magna brasileira.


            A princípio, cabe pontuar que a ineficiência estatal no que tange à implementação de políticas públicas eficientes à supressão do alcoolismo no país é um dos principais fatores à sua persistência em meio social, haja vista que é seu dever constitucional suprimir os danos inerentes a essa problemática e, por conseguinte, garantir uma boa qualidade de vida à coletividade. Uma prova dessa negligência está expressa em dados publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), nos quais é possível observar que o consumo de álcool por capita no Brasil chegou a 8,9 litros em 2016 e superou a média internacional, de 6,4 litros por pessoa. Desse modo, infere-se que há uma necessidade de se mudar essa conjuntura nacional.


            Além disso, convém frisar que, de acordo com Aristóteles, para garantir um estado de bem-estar, é necessário que se evite agir de forma extrema. Nesse sentido, o consumo em excesso de bebidas alcoólicas por parte da população brasileira, muitas vezes, é responsável por inúmeras consequências a esses indivíduos e à sociedade em geral, uma vez que, além de ser potencialmente nocivo à saúde, tal problema atua diretamente no aumento de acidentes fatais. Comprova-se isso ao se analisar um relatório divulgado pela OMS, no qual aponta o álcool como o maior causador de mortes de brasileiros entre 15 e 19 anos, seja por acidentes ou por paradas cardíacas. Dessa forma, depreende-se que, para garantir o bem-estar coletivo, existe a indispensabilidade de se suprimir essa adversidade.


            Logo, a partir dos argumentos mencionados, é imprescindível que o Ministério da Saúde crie projetos que visem mitigar esse problema. Com base nessa premissa, é primordial que, por intermédio de propagandas midiáticas, ocorra a divulgação de campanhas de conscientização popular acerca dessa questão, nos quais médicos e outras autoridades no assunto exteriorizem as causas e consequências do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, com o intuito de alertar à população acerca dos seus danos intrínsecos e, para mais, orientar os cidadãos que se encontram em situação de vicio quanto à procura de unidades de saúde, para que, assim, recebam um auxílio profissional que os ajudem a superar esse problema. Tudo isso com o propósito de que o tecido social, enfim, se beneficie de seus direitos constitucionais e indispensáveis ao seu bem-estar – tais como a garantia da saúde e da vida.

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