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O problema do alcoolismo na sociedade brasileira

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o álcool mata, anualmente, mais de três milhões de pessoas em todo o mundo. Entretanto, o consumo e dependência de bebidas alcoólicas vêm aumentando ao longo dos anos, ou seja, faz-se necessário entender as causas que levam a tal fator e quais intervenções devem ser feitas, pois como Jürgen Habermas disse, "A sociedade é dependente da crítica às suas próprias tradições".


Primeiramente, observa-se que, no Brasil, há uma "cultura do álcool", na qual as propagandas e marketing das bebidas alcoólicas associam essas à momentos gloriosos, a sexualidade e ao "ser brasileiro", expondo os jovens cada vez mais cedo a tais líquidos e banalizando seu uso. Ademais, a banalidade do álcool reflete-se no aumento de sua ingestão, pois de acordo com a OMS, em 2016, no Brasil, o consumo desse por pessoa superou a média internacional.


Por conseguinte, essa normalização pode acarretar no alcoolismo, que é a dependência do indivíduo ao álcool, considerada doença pela OMS. Além disso, o etilismo pode não só trazer consequências para o dependente, mas também para a sociedade, pois parte dos acidentes de trânsito e violência contra a mulher, por exemplo, são provenientes do consumo nocivo de bebidas alcoólicas.


Evidencia-se, portanto, que a normalização do abuso do álcool traz consequências para toda a sociedade. Nesse sentido, faz-se necessário que projetos de leis que visam a vedação de propagandas relacionadas às bebidas alcoólicas sejam aprovados, objetivando não associar o produto a hábitos saudáveis. Ademais, o Ministério da Saúde deve promover instituições de ajuda ao dipsomaníaco, atuando na prevenção, tratamento e ações de redução de danos.

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