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O problema da invisibilidade social
"A lei humana não deve controlar a intimidade do homem." Para São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade possuem a mesma importância, além de direitos e deveres iguais. No entanto, quando se observa a invisibilidade social, no Brasil, verifica-se que esse ideal filosófico é constatado na teoria e ignorado na prática, não só pelo descaso já intrínseco à sociedade, mas também pela função social desempenhada pelos indivíduos.
Em primeira análise, destaca-se o papel feito pela sociedade como impulsionadora do problema. Conforme o dito por Martin Luther King: "A injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo o lugar." Sob tal visão, uma comunidade, acostumada a frequentes episódios de impunidade e corrupção, vê as desigualdades como coisas inerentes à realidade do país, gerando, por sua vez, um distanciamento cada vez maior entre as classes sociais. Nesse cenário, a invisibilidade social é uma injustiça, pois, impede o desenvolvimento das relações de igualdade e fraternidade, como já visto durante a Revolução Francesa.
Além disso, é indubitável que a função do indivíduo na sociedade esteja entre as causas do problema. Consoante ao artigo 5º da Constituição de 1988, são garantidos os diretos à vida, à liberdade e à igualdade. Entretanto, vê-se que isso não é garantindo quando a liberdade individual é afetada, pois, a sociedade vê como mais importante o papel desempenhado pelo indivíduo e seu respectivo retorno financeiro, esquecendo-se, assim, da pessoa por trás do uniforme, já que, hodiernamente, só se é relevante para a sociedade quando se possui um "bom" emprego. Vista disso, um dos maiores desafios.
É evidente, portanto, que, para combater a invisibilidade social, é necessário não só a mudança do pensamento social, como também medidas governamentais. Dessa maneira, é preciso que Governo Federal faça uma maior fiscalização em postos estratégicos, para que, assim, seja destinado a essas pessoas mais auxílio financeiro do Estado. Ainda mais, o Ministério da Educação, em parceria com as emissoras abertas de televisão, deve alertar e induzir a população, por meio de campanhas de abrangência nacional, além de cartazes espalhados por pontos de grande circulação, como rodovias e escolas, onde o objetivo seja conscientizar as pessoas sobre esse grande problema social e propicie que todos possam ter o direito à igualdade. Dessa forma, com base no equilíbrio proposto por Aristóteles, essa problemática será, gradativamente, minimizada no país.
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