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O problema da invisibilidade social

Nas produções ficcionais hollywoodianas, a invisibilidade é posta como algo invejável, vantajoso e divino para seu portador. Porém, na vida real, ser invisível socialmente é se encontrar numa situação de extrema vulnerabilidade econômica e social.
No Brasil, há um grande número de pessoas que são invisíveis para o Estado. Um exemplo, são os travestis e transexuais, que não são enxergados pelo poder público e ficam a margem do desenvolvimento econômico e social. Segundo a ANTRA - Associação Nacional de Travestis e Transexuais - 90% dessa população recorrem à prostituição como forma de subsistência, pois são discriminados pela sua aparência física e não conseguem um emprego digno. Esse drama parece ser insensível aos olhos dos governantes, pois não agem de forma a reverter esse quadro de degradação da dignidade humana e não incentivam empresas a contratarem esses indivíduos, o que aumenta o preconceito e a discriminação sobre essa minoria.
Ademais, essa invisibilidade social propicia uma maior violência e alavanca o número de assassinatos de transexuais e travestis. Dados do Grupo Gay da Bahia revelam que a expectativa de vida dessa minoria é de 35 anos, portanto a mortalidade é extremamente alta, mas não há políticas públicas para coibir esses crimes e, além disso, o poder público não consegue garantir um direito constitucional básico para essas pessoas: o direito à vida. Assim, mais uma vez essa população se vê em extrema vulnerabilidade, mas o Estado e a sociedade parecem ignorar a existência de transexuais e travestis e os empurram para um ambiente completamente escuro e sem lei: onde não são vistos, ouvido ou identificados; onde não há a mínima possibilidade de ajuda e, por conseguinte, ficam à mercê da violência e do caos.
Por essa razões apresentadas, os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário deveriam se debruçar sobre essa problemática e garantir meios para que essa minoria possa se desenvolver e ter uma vida digna. O Legislativo junto com o Executivo deveria promover leis de incentivo fiscal para empresas que empregam essa população. Já o Ministérios Público e o Judiciário deveria atuar com mais rigor e mais celeridade para processar e julgar os algozes de travestis e transexuais a fim de reduzir o número de vítimas. Além do mais, todo a sociedade civil poderia olhar para esse grupo de pessoas com mais compaixão, reconhecendo que eles também são cidadão e merecem todo respeito, todo amor e toda dignidade que um ser humano tenha direito. Só dessa forma a comunidade transexual poderá deixar de ser invisível aos olhos do Estado e da sociedade brasileira.
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